Ed Ferreira/AE
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Lessa quer Dilma; Vilela evita pressionar Serra

Candidatos revelam estratégia diferente para o 2º turno em Alagoas: tucano privilegia 'aliança com povo' e adversário confia na popularidade de Lula

Ricardo Rodrigues ESPECIAL PARA O ESTADO MACEIÓ, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2010 | 00h00

O governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) e o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) já montaram suas estratégias para disputar o segundo turno das eleições em Alagoas. Enquanto Vilela não faz muita questão de ter o presidenciável tucano José Serra na sua campanha no Estado, Lessa disse que vai colar seu nome ainda mais ao do presidente Luís Inácio Lula da Silva.

"Vou cobrar um apoio maior do presidente Lula e da nossa candidata Dilma Rousseff na minha campanha nesse segundo turno", afirmou Lessa.

Já Vilela disse que o presidenciável tucano esteve duas vezes em Alagoas, mas na fase da pré-campanha. "Não sei se ele vem no segundo turno, ainda não tem nada acertado. Mas, se vier, seu apoio será muito bem-vindo", afirmou Vilela, que prometeu dar prioridade à "aliança com o povo",

Questionado sobre qual seria a sua estratégia para neutralizar o efeito da popularidade do presidente Lula no apoio a Lessa, o governador tucano disse que vai "manter a coerência".

Para Vilela, o eleitor sabe que seu partido apoia José Serra para presidente. Segundo ele, porém, a população também sabe que o governador sempre manteve um relacionamento respeitoso com o presidente Lula.

"Mesmo que eu não esteja apoiando a candidata dele, o presidente sabe que estamos realizando um bom governo e não vai atrapalhar em nada o Estado de Alagoas em caso da nossa vitória", observou Vilela.

O tucano afirmou que vai continuar mostrando o "choque de gestão" que impôs ao Estado de Alagoas, tirando as contas públicas estaduais do "atoleiro administrativo" deixado pela administração anterior.

O ex-governador Ronaldo Lessa conta com a presença de Lula e de Dilma na sua campanha, "para varrer de uma vez de Alagoas e do Brasil essa "tucanada" que só sabe governar para as elites", afirma.

Para Lessa, o fato de Dilma não ter liquidado a disputa no primeiro turno das eleições foi um mal necessário. "Só assim ela vem a Alagoas para participar da nossa campanha, coisa que não fez no primeiro turno", afirmou o ex-governador.

Além da nacionalização da campanha, Lessa também vai insistir na estratégia de denunciar os "quatro anos perdidos" do governo do seu adversário.

"Vamos mostrar aos eleitores que esse governador tucano governa para a Cooperativa dos Usineiros, para as elites, enquanto o povo passa necessidade e os servidores estão há quatro anos sem reajuste salarial", destacou Lessa.

Quanto aos apoios dos candidatos derrotados no Estado, Lessa disse que vai buscar o apoio de todos, inclusive do senador Fernando Collor (PTB), terceiro lugar na disputa pelo governo. "Vou conversar com todas as forças políticas que ficaram de fora do segundo turno para possamos nos unir e derrotar esse governo inimigo do povo", afirmou, na primeira entrevista após a apuração dos votos.

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