Kim Kyung-Hoon/Reuters
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Leve, moderada ou grave? Saiba como diferenciar as intensidades da asma

Diagnóstico é feito de acordo com a dosagem de remédios para controlar os sintomas, quase sempre parecidos

Felipe Siqueira, Especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2019 | 05h00

O Coordenador Institucional de Pesquisa e Pneumologista Pediátrico do Hospital Moinhos de Vento, Paulo Pitrez, explica que, para se fazer a classificação do paciente da asma é necessário levar em conta a quantidade de remédios que a pessoa precisa para ficar bem, ou seja, sem apresentar sintomas. Essa análise é feita avaliando os períodos de crise da asma e também o tratamento contínuo, feito por toda a vida, já que a doença é crônica. 

Como explica Pitrez, os sintomas são, geralmente, falta de ar, aperto no peito, chiado, entre outros, que podem aparecer durante o dia ou à noite. “(O paciente) não consegue respirar direito (durante a crise)”, explica. Todos esses sintomas podem atrapalhar a vida da pessoa, impedindo-a de realizar atividades físicas e de trocar de ambientes com diferentes temperaturas. Em um dia ensolarado, o simples ato de entrar em um carro com ar condicionado se torna um sacrifício.

No caso da asma leve, em uma crise, por mais forte que ela pareça ser, o corticoide inalado resolve o problema, mesmo sendo administrado em doses pequenas.

Agora, se for necessária uma quantidade um pouco mais alta de corticoide, ou ainda o uso de um broncodilatador, que vai ajudar a desinchar os brônquios, facilitando a respiração, a doença está em um estágio mais moderado. A pessoa consegue controlá-la, mas precisa de uma dosagem maior para chegar nesse ponto.

Por último, existe o estágio grave da asma, com internações periódicas e longas, crises mais fortes e alta dosagem de medicamentos no tratamento. Segundo os médicos que trabalham na área, uma parcela pequena da população asmática tem a doença nesse grau: cerca de 4% do total, o que equivale a mais ou menos 800 mil pessoas, em um universo de 20 milhões.

Nesses casos, a dosagem é alta e se alia mais de um remédio até que o paciente apresente melhora. O acompanhamento também precisa ser mais atento dos profissionais de saúde.

A Coordenadora da Comissão de Políticas de Saúde da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) e professora da UFRJ, Norma Rubini, explica que um dos principais problemas quanto ao tratamento da asma é a adesão. “A gente observa ainda que muitas pessoas tratam só as crises, mesmo o acesso sendo gratuito”, diz. “Falta consciência em grande parte dos asmáticos.”

A médica ressalta também que medidas simples feitas no dia a dia podem ajudar a melhorar os sintomas da doença. “Parar de fumar e não ter tapetes (ajudam). (Isso pode fazer) até não precisar de remédios.” 

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