Liberação de Santos Dumont não traz riscos, diz Infraero

Aeroporto do centro do Rio vai começar a receber aviões maiores de voos mais longos

Liberação de Santos Dumont não traz risco à segurança, diz Infraero,

09 Julho 2009 | 13h31

O presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro Cleonilson Nicácio, disse nesta quinta-feira, 9, que não existe risco à segurança de voos operados no Aeroporto Santos Dumont, do Rio de Janeiro, por causa da liberação deste aeroporto para voos mais longos em aviões maiores. "Não há hipótese de acúmulo de tráfego aéreo no Santos Dumont como houve no passado", afirmou o presidente da estatal durante audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado que tratou nesta manhã do tema sobre expansão e modernização de aeroportos.

 

Ele explicou que a Infraero traçou para o Santos Dumont um plano que limita em 24 pousos e decolagens por hora as operações naquele aeroporto. Até agora, entretanto, o número máximo de movimentos que estão sendo feitos é de 19 por hora. Ele explicou que esse plano foi traçado antes da liberação do aeroporto a partir de observações feitas pelos técnicos para evitar estrangulamento do local.

 

A diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu em março deste ano pela liberação do Santos Dumont para operar mais voos. Antes disso, o espaço era restrito para aviões de até 50 assentos e para ponte aérea Rio de Janeiro/São Paulo.

 

Mais cedo, na mesma audiência pública no Senado, a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Paiva Vieira, informou aos senadores que no bimestre abril e maio deste ano o número de pousos e decolagens a partir do Santos Dumont cresceu 19% em relação a igual período do ano passado. Apesar disso, não houve esvaziamento do aeroporto internacional do Galeão, também no Rio, como chegaram a temer autoridades do estado, já que neste mesmo período de comparação houve crescimento de 4% nos voos para o Galeão.

 

Ao final da audiência, a presidente da Anac não quis conversar com a imprensa para detalhar as informações prestadas à comissão. O brigadeiro Nicácio, da Infraero, entretanto, esclareceu que o aumento dos voos para os dois aeroportos do Rio decorre de uma redução quase proporcional no aeroporto internacional de Guarulhos em São Paulo.

 

"Houve uma diminuição de embarques e desembarques em Guarulhos e os dois aeroportos do Rio cresceram juntos porque eles são complementares", afirmou Nicácio. Ainda segundo ele, "as características do Galeão são parecidas com as do aeroporto de Guarulhos, e esses sim são concorrentes".

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