Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Máscara deixa de ser obrigatória em locais abertos no Rio a partir desta quinta

Secretaria de Estado de Saúde publicará recomendação aos municípios sobre os critérios que deverão ser seguidos

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2021 | 17h01

RIO - O governo fluminense confirmou no início da tarde que o governador Cláudio Castro (PL) sanciona nesta quarta-feira, 27, a lei que regula o uso de máscaras de proteção. Sancionado, o texto será publicado na edição desta quinta do Diário Oficial. Na capital do Estado, decreto do prefeito Eduardo Paes (PSD) liberou as pessoas da obrigação de usar o acessório em locais abertos a partir desta quarta, 27. Mas, para vigorar, a medida precisava da sanção da norma estadual. Ele foi aprovada pela Assembleia Legislativa na terça-feira, 26.

"A flexibilização do uso de máscaras em espaços abertos é motivo de celebração”, disse o governador, em nota. “Mais de um ano e meio após o decreto de calamidade pública no Brasil em razão da pandemia, esta medida representa um importante salto para a vitória do Estado e do povo fluminense sobre o vírus. Nosso compromisso com a agilidade na distribuição das vacinas aos municípios foi o caminho acertado para chegarmos ao atual cenário de baixo risco de contaminação em todas as regiões".

Além da sanção, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) publicará em edição extra do Diário Oficial uma recomendação aos municípios sobre os critérios que deverão ser seguidos para a liberação do uso de máscaras. Para estipular os critérios a serem seguidos para flexibilizar o uso das máscaras, a secretaria estadual de Saúde deverá observar os seguintes parâmetros: distanciamento social, ambiente aberto e fechado, percentual de vacinação da população, realização de eventos-teste, além de outros critérios científicos pertinentes.

Mesmo após a Prefeitura do Rio publicar decreto liberando a população do uso de máscaras em locais abertos, muitos que foram às ruas da cidade nesta quarta-feira, 27, preferiram manter a cautela vista no último ano e meio diante da covid-19. Tanto no calçadão da orla da zona sul quanto nos pontos turísticos do Centro, a maioria das pessoas optou por continuar com a proteção. Quem a deixou de lado garantiu que o fará aos poucos e só quando sentir segurança para essa atitude.

Cariocas e turistas que estão na cidade ouvidos pelo Estadão aprovaram a flexibilização. A maioria, porém, admitiu que pretende usar máscaras por mais algum tempo. A aposentada Ana Cristina da Costa, de 61 anos, aproveitou o primeiro dia de decreto para caminhar pelo entorno do Museu do Amanhã, na Praça Mauá, de rosto descoberto.

"Sou a favor da liberação, desde que as pessoas mantenham os cuidados e haja afastamento", disse ela. Mas a aposentada, que afirmou estar com o esquema vacinal completo, considera que o uso da proteção veio para ficar. "Eu acredito que ainda vamos manter o hábito de usar máscaras em alguns lugares, até porque não temos apenas a covid, temos outras doenças transmitidas pelo ar."

Opinião semelhante tem a estudante Yasmin Guedes Pimenta, de 18 anos. Ela veio do Guarujá com o primo para passar uns dias na capital. "Sou a favor da liberação, porque já tomamos a vacina. Acho justo fazer uma espécie de test-drive para ver se funciona. Se não funcionar, aí podem voltar a exigir", comentou.

Em Ipanema, uma família de turistas de Goiânia estava dividida quanto à obrigatoriedade. "Estou usando porque tem a minha mãe na cola", brincou a analista financeira, Helines Braz, 39. "Acho que no estágio em que estamos da pandemia, com a vacinação avançando, é possível dar à população a opção de usar as máscaras ou não."

A mãe de Helines, Neusa, de 61 anos, disse que usa o equipamento de proteção e que cobra o mesmo de todos na família. "A pandemia ainda não acabou", ressaltou ela. "Acho até que em locais bem abertos, com pouca gente e arejado, tudo bem  não usar. Senão, uso contínuo do máscara!"

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