Liberdade de imprensa tem fórum em SP

Marcado por seminários e debates em muitos países, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa reúne hoje, em São Paulo, militantes de direitos humanos, cientistas políticos, economistas e jornalistas no 2.º Fórum Democracia e Liberdade - que o Instituto Millenium promove na Faap, em Higienópolis, entre 9 e 18 horas. A iraniana Mina Ahadi, conhecida por sua defesa da compatriota Sakineh Ashtiani - que esteve ameaçada de morrer por apedrejamento - é uma das convidadas ilustres. Lá estará, além dela, o presidente da Human Rights Foundation, Javier El-Haje.

Gabriel Manzano, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2011 | 00h00

Os dois participam, ao lado do presidente do instituto, Paulo Uebel, do painel Democracia, Liberdade & Direitos Humanos. É a primeira vez que a advogada iraniana - que vive exilada na Alemanha - vem ao País, mas ela já deixou sua marca ao dizer o que pensa da presidente Dilma Rousseff: ela " melhorou a posição brasileira" sobre o Irã, mas "pode fazer muito mais".

O fórum será aberto por Robert Civita, presidente do Grupo Abril e conselheiro do Instituto Millenium. O programa inclui um debate sobre jornalismo hoje, que reunirá Claudio Weber Abramo, da ONG Transparência Brasil, os jornalistas Roberto Gazzi, diretor de desenvolvimento editorial do Estado, e Eugênio Bucci, além do empresário Hélio Beltrão, do Instituto Mises. Mais três painéis abordarão temas como "capitalismo de Estado e liberdade", o "modelo" brasileiro e a cidadania, tendo debatedores como Paulo Roberto de Almeida, Alexandre Schwartsman, Demétrio Magnoli e Roberto daMatta.

"Repressão online". Para comemorar a data, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) divulgou ontem, em Nova York, um detalhado estudo - As 10 Ferramentas dos Opressores da Internet - em que denuncia "os assombrosos níveis de sofisticação" que governos autoritários estão utilizando contra sites, programas de computador e blogueiros. O levantamento detalha casos em países como Irã, Bielo-Rússia, China, Etiópia e Cuba. "Vemos, talvez, apenas o início da repressão online", diz o autor do estudo, Danny O"Brien.

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