Libertado sobrinho de sócio da Odebrechet

O empresário Carlos Alberto Vilar, sobrinho de Luis Vilar, um dos proprietários da construtora Odebrecht, foi libertado à 1h30 deste sábado em São Paulo depois de passar 25 dias em cativeiro. Os seqüestradores soltaram a vítima quase quatro horas depois de receberem o resgate de R$ 100 mil, pago na Rodovia dos Imigrantes, que liga a capital paulista ao litoral. Dias antes, a Divisão Anti-Seqüestro (DAS) prendeu no interior do Estado um suspeito de participar do crime. O homem, acusado de participar de 12 seqüestros, disse ser inocente.O empresário, que mora no Rio de Janeiro e trabalha em São Paulo, foi seqüestrado em 3 de fevereiro, quando saía da sede da empresa da qual é sócio na capital paulista, a Criativa Telemarketing, na Rua Sergipe, em Higienópolis. Vilar sempre usava o serviço de um mesmo taxista. Naquele dia, uma segunda-feira, ele estava com uma mala cheia de roupas trazidas do Rio.Vilar deixou a sede da empresa às 20h30. Entrou no táxi, mas, poucos metros adiante, o veículo foi fechado pelos seqüestradores, que o retiraram dali e o levaram em outro carro para o cativeiro. De lá, telefonaram para seu sócio na empresa de telemarketing e exigiram R$ 800 mil de resgate.O sócio informou a polícia sobre o crime e a DAS passou a investigá-lo. A Agência Estado acompanhou o caso, mas não o revelou a pedido da família. O delegado Wagner Giudice, diretor da DAS, afirmou ter indícios de que a quadrilha responsável pelo crime já cometeu outros seqüestros em São Paulo. O taxista foi ouvido pela DAS, mas não reconheceu nenhum suspeito. A polícia não descarta a possibilidade de que o grupo que seqüestrou Vilar esteja mantendo ainda outro empresário em cativeiro.As negociações com os seqüestradores foram feitas pelo sócio da vítima. Os criminosos usavam o próprio telefone celular de Vilar. Em uma dessas vezes, permitiram que o empresário conversasse com o sócio pelo aparelho para demonstrar que ele estava vivo.Duas semanas depois, convencidos de que a empresa de telemarketing não tinha tanto dinheiro para pagar o resgate, aceitaram baixar o valor. O acerto para o pagamento ocorreu na quinta-feira à noite. Após apanharem o resgate, os criminosos deixaram Vilar na Avenida Água Espraiada, no Brooklin, zona sul. Ele então pegou um táxi e foi para a casa do sócio, no bairro do Morumbi, onde policiais já o esperavam.

Agencia Estado,

01 de março de 2003 | 17h02

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.