Líder ataca cobiça do PT com ministro no cargo

Em crítica indireta a Vaccarezza, que se articula para substituir Luiz Sérgio, deputado Paulo Teixeira diz que é preciso cessar disputas internas na sigla

Andrea Jubé Vianna, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2011 | 00h00

Em meio ao fogo cruzado das diversas alas da bancada federal, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), condenou a disputa interna pela sucessão do ministro Luiz Sérgio na Secretaria de Relações Institucionais. "É fundamental colocar um ponto final nessa disputa em nome da unidade da bancada e do governo", afirmou, em resposta ao assanhamento de petistas pela substituição do ministro enquanto o correligionário ainda ocupa a cadeira.

"Nenhuma movimentação se legitima enquanto ele ainda estiver no cargo", criticou Teixeira. O alvo era a articulação encabeçada pelo líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), à sua revelia. Ontem, Vaccarezza e os deputados João Paulo (PT-SP) e José Guimarães (PT-CE) reuniram-se com o líder petista no Senado, Humberto Costa (PE), o líder do PTB, Gim Argello (DF), o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), para discutir o nome do novo coordenador político do governo.

Atritos. Os grupos de Vaccarezza e Teixeira se enfrentam internamente desde que o líder governista foi derrotado por Marco Maia (PT-RS) na eleição para a presidência da Câmara. No auge da crise, o nome de Vaccarezza despontou como favorito para assumir a coordenação política do Planalto.

Ele teria o apoio do PMDB, que o vê como bom articulador e um nome com trânsito em todas as bancadas. Mas Vaccarezza não tem a simpatia da ala liderada por Maia e Teixeira, que preferem o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) ou o ex-líder do governo Henrique Fontana (PT-RS).

Paulo Teixeira afirmou que aguardará a definição das mudanças na articulação política do governo para iniciar movimentos concretos de pacificação da bancada. "É preciso cessar de vez essa disputa", reconheceu.

Irritada com o embate interno, a presidente Dilma Rousseff sinalizou a possibilidade de escolher alguém de fora da bancada. Nessa hipótese, ganhou força o nome da ministra da Pesca, Ideli Salvatti, que acompanhou ontem a presidente na visita a Blumenau (SC). "Ela pode acabar fazendo uma escolha exógena, que desagrade a todos", alertou uma liderança do PT no Congresso, diante da impossibilidade de um nome de consenso da bancada.

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