Líder comunitário é assassinado em Belo Horizonte

Um dos principais líderes comunitários do Aglomerado Morro das Pedras, o maior conjunto de favelas da capital mineira, localizado na região oeste da cidade, foi assassinado a tiros na noite do último sábado. De acordo com testemunhas, Vicente Prado dos Santos, de 40 anos, conhecido como Vicentinho, conversava com amigos nas proximidades de sua residência, no bairro Jardim América, divisa com a Favela da Ventosa, quando dois homens encapuzados chegaram atirando. Ele recebeu pelo menos cinco tiros e foi socorrido, mas já chegou morto ao Hospital de Pronto Socorro João XXIII. O corpo de Vicente seria enterrado às 17h de hoje, no Cemitério da Paz, em Belo Horizonte.Este foi o segundo líder comunitário do Morro das Pedras assassinado somente neste ano. Em março, Hermes dosSantos, que coordenava um programa de redução de homicídios na favela ? Fica Vivo, do governo do Estado ? foi morto afacadas.Além de coordenar ações sociais voltadas para os cerca de 60 mil moradores da região, Vicente costumava representar a comunidade junto ao poder público. Recentemente, ele assumiu a postura de líder das famílias que invadiram um prédioinacabado da construtora Encol Amigos e parentes disseram que Vicente vinha sofrendo ameaças e não têm dúvidas de que sua morte foi encomendada. Nenhum suspeito do crime havia sido preso até o início da tarde.As ocorrências policiais na capital mineira e região metropolitana ficaram prejudicadas com a greve das polícias Militar e Civil. Os policiais mineiros cruzaram os braços no final da noite da última quinta-feira em protesto contra o índice de 6% de reajuste salarial fixado pelo governo do Estado. Eles decidiram retornar ao trabalho ontem, depois que a Justiça determinou a ilegalidade do movimento. A greve das forças de segurança levou o governador Aécio Neves (PSDB) a solicitar a presença de tropas do Exército nacapital mineira. Os soldados começaram a patrulhar as ruas da cidade na madrugada do último sábado e permaneciam ontemexercendo a função, mesmo com o retorno dos policiais ao trabalho. As entidades representativas dos policiais, além debombeiros e agentes penitenciários ? que aderiram parcialmente greve ? marcaram para quarta-feira uma assembléia geral na qual pretendem discutir os rumos da campanha por melhorias salariais e não descartam uma nova paralisação caso as negociações com o governo estadual não avancem. As categorias cobram um reajuste de 54%.

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