Líder de controladores diz à CPI que sistema está desgastado

Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo da Câmara, o presidente da Federação de Controladores de Tráfego Aéreo, sargento Carlos Trifilo, afirmou que o sistema de tráfego aéreo do País está "desgastado". Segundo ele, já foi mais seguro voar no País, mas "com a retirada de controladores experientes de suas funções, o sistema deixa a desejar."   Veja também: CPI do Senado aprova quebra de sigilos de Denise Abreu Gaudenzi admite irregularidades na Infraero e anuncia trocas Sistema de vôo brasileiro opera no limite, diz sargento Sargento diz que, com motim, controladores se 'defenderam' Relação com aeronáutica está pior, diz controlador de vôo Mulheres protestam na CPI contra prisão de controladores   Trifilo, que está afastado de sua função de controlador, prestando serviço e quartel em São Paulo, disse aos deputados que " o sistema de controle está desgastado e operando em seu limite". Para ele, faltam recursos humanos e falta técnicos para adequar equipamentos, que são modernos, mas precisam ser adequados às necessidades de cada aérea. Trifilo ponderou que "militares não podem" fazer esta adequação.   Segundo ele, os radares usados no País não são muito apropriados, apesar do software ser moderno. Trifilo explicou aos deputados que em São Paulo três radares são vinculados a um só sistema, quando o que se deveria ter era apenas um tipo de radar.   Prisões   O sargento foi afastado de suas funções e preso por duas vezes. Aos deputados, explicou que "a punição de quatro dias de detenção foi imposta por um telefonema que fiz no dia 1 de abril, em Brasília. Fui punido por fazer uso de um telefone operacional e cumpri a prisão determinada".   Além disso, ele contou aos deputados que foi preso por "15 dias por conceder entrevista à revista Uni. Falei como presidente da Febracta e não como militar. Não preciso da aeronáutica da aeronáutica para conceder entrevista. Quando me pronunciei como presidente da federação não estou falando como militar", conclui.   Quanto ao conteúdo da entrevista à revista masculina, onde Trifilio afirma que "Entra qualquer um, tenho controlador gago e surdo", Trifilio explicou que tem "controlador gago e surdo sim, segundo definições do dicionário".   Reivindicações   Questionado pelos parlamentares sobre as reivindicações dos controladores de voo, Trifilo afirmou que a categoria quer "melhores condições de trabalho, um sistema que funcione, sem estar escorado nas costas dos controladores".   Trifilo contou aos deputados que os "controladores de vôo praticam atividades militares no horário de folga, como formaturas, serviço armado, dependendo da localidade. Em São Paulo não tem serviço armado."      

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.