Líder do crime de AL é transferido para Catanduvas

O ex-tenente-coronel da PM de Alagoas e líder da "gangue fardada", Manoel Francisco Cavalcante, deixou no início da tarde de quarta-feira, 28, presídio Baldomero Cavalcanti, na periferia de Maceió, e foi levado para o interior do Paraná, onde ficará preso na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Catanduvas. Cavalcante embarcou em um jatinho fretado pela Polícia Federal - o mesmo que trouxe na madrugada desta quarta o seqüestrador do juiz Paulo Zacarias, Rosivaldo dos Santos - no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. A ação de transferência aconteceu em sigilo para garantir a integridade física do preso. Os juízes do Núcleo Criminal de Justiça (NCJ) intermediaram a transferência de Cavalcante para o presídio federal. O juiz da Vara de Execuções Penais de Alagoas, Marcelo Tadeu, disse que a transferência de Cavalcante foi "uma atitude acertada" e declarou que toda negociação com foi feita pelo juiz Alberto Jorge Correia (do NCJ). Condenado a mais de duas décadas por vários por vários crimes, Cavalcante deixa novamente Alagoas por suspeita da polícia de que, mesmo preso, estaria no comando do crime organizado dentro do Presídio Baldomero Cavalcanti. Além disso, é acusado de planejar o assassinato dos juízes que o condenaram. O ex-tenente-coronel já foi transferido diversas vezes nos últimos dois anos para presídios do Brasil. Ele esteve preso em presídios de São Paulo, Pernambuco e nas carceragens da Polícia Federal da Bahia e São Paulo. Esta é a segunda vez que Cavalcante é retirado do presídio de Alagoas, onde responde há crimes de pistolagem. Cavalcante deixou Alagoas pela primeira vez no dia no dia 25 de janeiro de 2005, depois de ocupar por quase sete anos uma cela no presídio Baldomero Cavalcanti. Um ano e nove meses depois da saída de Alagoas, Cavalcante retornou à penitenciária onde permaneceu até hoje no Módulo Seguro. CatanduvasA permanência de Cavalcante no Presídio deCatanduvas ainda não foi divulgada. Mas ele cumprirá pena com convivência mínima com os demais condenados, entre eles Fernandinho Beira-Mar, e só terá permitido o banho de sol coletivo e em pequenos grupos, assim mesmo monitorado porcâmeras e agentes. O presídio federal de Catanduvas foi inaugurado em junho do ano passado e abriga bandidos de alta periculosidade, que comprometam a segurança dos presídios, que possam ser vítimas de atentados ou que estejam em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Além de ter 12,6 mil metros quadrados de área construída e capacidade para 208 presos em celas individuais, divididas em quatro módulos, a penitenciária é dotada de infra-estrutura e equipamentos de segurança de última geração, como aparelhos de Raio-X e de coleta de impressão digital, detectores de metais e espectômetros - equipamentos que identificam vestígios de drogas, armas e explosivos. O presídio é monitorado 24 horas por dia por cerca de 200 câmeras de vídeo. Parte delas está instalada em locais secretos que enviarão imagens em tempo real para três centrais de monitoramento - no próprio prédio, na delegacia da Polícia Federal de Cascavel (a 43 km de Catanduvas) e na central de inteligência penitenciária do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em Brasília.

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