Líder grevista enganou colegas, diz governador da Bahia

Jaques Wagner diz que gravação da conversa de Marco Prisco, cabeça do movimento, indica que houve 'atos de vandalismo' durante greve

Luciana Nunes Leal, Agência Estado

09 Fevereiro 2012 | 14h11

 No dia seguinte à divulgação de gravações que mostram o líder da greve dos PMs da Bahia, Marco Prisco, orientando o colega David Salomão a fechar a BR-116 como parte das ações de mobilização, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse que alguns cabeças do movimento grevista "enganaram" os policiais que aderiram pacificamente à paralisação.

"Tenho convicção de que os próprios policiais militares, ao verem aquele material (gravações), vão entender que foram enganados. Uma coisa é buscar melhoria salarial, outra é fazer atos de vandalismo para obter este fim", disse o governador em entrevista ao jornal Hoje, da TV Globo. As gravações foram exibidas ontem pelo Jornal Nacional, da mesma emissora.

Jaques Wagner conclamou os policiais a voltarem ao trabalho. "A democracia venceu o medo, na medida em que se tentava intimidar pessoas e agora esse foco principal foi debelado", disse o governador sobre o fato de a Assembleia Legislativa, ocupada por um grupo de PMs, ter sido esvaziada na manhã de hoje, quando o ex-policial Marco Prisco foi preso.

"Minha palavra agora é muito serena e de paz. Voltem e tenham confiança no governador, que meu esforço será de recuperar e valorizar os PMs da Bahia", disse Wagner.

O governador tem insistido que os policiais que aderiram pacificamente à greve não sofrerão qualquer punição. Já os que usaram armas e incitaram a violência, segundo Jaques Wagner, responderão a processo judicial e administrativo. 

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