Líder partidário cobra Passos por não defender equipe

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, voltou a dizer ontem que considera "um exagero" as acusações de que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) "está completamente podre" e não vê necessidade de se criar uma CPI para investigar irregularidades em sua pasta. "Concordo se falarmos em deficiências", afirmou. "Agora, temos os instrumentos necessários para apurar, sem uma CPI."

Eugênia Lopes, O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2011 | 00h00

Seu depoimento foi interrompido, já em sua terceira hora, pelo líder do PR, deputado Lincoln Portela (MG), que apareceu na sessão conjunta de duas comissões da Câmara para reclamar do modo como Passos falou das demissões na pasta. "Lamentei o fato de o sr. não ter deixado claro que os 22, 24 (afastados) não eram esses corruptos, esses criminosos", criticou Portela. "Todos foram colocados em uma vala comum injustificável."

Portela repetiu que Passos é "da cota da presidente Dilma" e não do PR e negou que o partido cogite desfiliá-lo. O líder do governo, Cândido Vaccarezza, ficou ao lado do ministro o tempo todo. "Parecia um cão de guarda", ironizou um deputado da oposição.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.