Lideranças no Rio de dividem no apoio a Lula e Alckmin

No maior colégio eleitoral em que haverá segundo turno para o governo do Estado, a eleição está ganhando contornos nacionalizados. De um lado, o primeiro colocado na disputa, senador Sérgio Cabral Filho, do PMDB, deixou a neutralidade e fechou apoio mútuo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT. De outro, a candidata do PPS, deputada Denise Frossard, reforçará o apoio a Geraldo Alckmin, do PSDB, e vai se aproximar cada vez mais do candidato tucano à presidência. Lula anunciou o apoio a Cabral na tarde desta segunda-feira, depois de conversar com o peemedebista por telefone. Disse que não medirá esforços para que o PT do Rio apóie o candidato do PMDB. "Terei imenso prazer em fazer campanha para o Sérgio Cabral", disse o presidente. O senador agradeceu a manifestação "carinhosa". "É um apoio recíproco", anunciou Cabral. "No primeiro turno a postura imparcial se deu devido ao grande número de candidatos e no segundo turno, como candidato a governador, não tem cabimento ficar neutro", justificou o senador.A aliança entre Lula e Cabral aprofundou a dissidência entre os peemedebistas do Rio. Enquanto Cabral terá o presidente em seu palanque, o presidente do PMDB fluminense, Anthony Garotinho, e sua mulher, a governadora Rosinha Garotinho, deverão formalizar apoio ao tucano Geraldo Alckmin. O interesse de Lula é ampliar ao máximo os 49% de votos que teve no Rio de Janeiro, Estado com 10,8 milhões de eleitores. O candidato de Lula ao governo fluminense, senador Marcelo Crivella (PRB), ficou em terceiro lugar. O presidente abandonou o candidato petista, Vladimir Palmeira, quarto colocado, que teve apenas 7,5% dos votos.Cabral está agora na expectativa do apoio de Crivella, que tendia a se aproximar de Denise Frossard, mas ontem esteve em Brasília para uma conversa com Lula e o vice-presidente José Alencar, seu companheiro de partido.

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