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Líderes de favelas discutem segurança no Rio

O Movimento Popular de Favelas, formado por líderes das principais comunidades do Rio, reúne-se hoje para discutir a política de segurança no Estado. Sob o lema "a violência é produzida na favela, e não pela favela", os líderes comunitários querem debater as últimas denúncias de corrupção contra policiais militares e o desrespeito do qual se consideram vítimas. "A camada mais pobre da sociedade foi empurrada para a favela e o governo não ofereceu serviços sociais, saúde, educação para nossas comunidades. Colocaram a polícia entre nós, numa política de segurança comprometida com a violência", afirma o presidente da Associação de Moradores do Jacarezinho, Antônio Carlos Rumba Gabriel.Além de discutir segurança, os favelados vão debater soluções para saúde, educação e moradia para suas comunidades. "Favela-Bairro é paliativo. Contempla apenas uma pequena parte da comunidade e não pára o processo de favelização", disse Rumba, referindo-se ao programa da prefeitura do Rio de reurbanização das favelas. "Cerca de arame farpado, como o César Maia quer fazer, é transformar favela em grandes currais, é tratar a população como gado."Rumba espera reunir lideranças de 100 das 640 favelas do município, entre elas, as maiores comunidades. Além do Jacarezinho, com 180 mil habitantes, confirmaram presença líderes do Complexo do Alemão (150 mil pessoas) e Complexo da Maré (150 mil). Depois do encontro, será elaborado um documento para ser entregue ao governador Anthony Garotinho (PSB), ao prefeito César Maia, e encaminhado à presidência da República. "Vamos em comissões, ou até caravanas, a cada uma dessas autoridades, cobrar o que a Constituição já nos garante: saúde, segurança, educação, moradia", diz Rumba.O encontro tem o apoio das organizações não-governamentais , da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

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