Líderes do PCC se preparavam para motins e fuga em Presidente Venceslau

Líderes de rebeliões e do Primeiro Comando da Capital (PCC), detidos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, estavam com telefones celulares, se preparavam para motins e uma fuga por um túnel cavado numa das celas. A descoberta foi feita na manhã desta terça-feira por homens da tropa de choque da Polícia Militar que fizeram uma revista de nove horas dentro do presídio. O túnel, que ainda estava sendo cavado numa das celas, tinha cerca de um metro de extensão.Quando a blitz terminou, os PMs também tinham localizado vários buracos perfurados em paredes de cinco celas, numa tentativa dos presos de fazer uma interligação entre as celas. Essa ligação deveria ser usada para reunir diversos detentos numa ação para render os agentes e facilitar fugas e rebeliões. Durante a blitz, também foi localizado um buraco que estava sendo feito na laje de uma das celas e também seria usado para fuga.Os policiais também encontraram mais 3 celulares, dispensados pelos detentos quando a revista teve início, por volta das 8 horas da manhã. No dia anterior, agentes do presídio tinham achado outros 3 celulares dentro de um aparelho de TV levado pelos familiares a um dos detentos. O achado levou a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) a fazer a revista nesta terça-feira.Os agentes ficaram surpresos com a rapidez com que os detentos conseguiram os celulares. É que até agora eles tinham recebido apenas uma visita de familiares, no último final de semana, e mesmo assim por apenas uma hora. A SAP não descarta a suspeita de os celulares possam ter sido levados por advogados que visitaram normalmente seus clientes desde que estes chegaram a Venceslau.Os líderes estão presos desde 12 de maio em Venceslau para onde foram transferidos 765 detentos de diversos presídios do Estado. A transferência causou os ataques a alvos civis e militares e a megarrebelião em 74 presídios do Estado, no mês passado.Na segunda-feira, 19, os 401 líderes que ainda permanecem lá detidos iniciaram uma greve, se recusando a tomar o banho de sol, como protesto contra o tempo de uma hora para receber visitas de familiares - nos outros presídios esse tempo é de 4 horas - e contra o esquema de segurança adotado pela SAP para vigiá-los no banho de sol, com homens armados contra motins. A greve, segundo os agentes, continua nesta quarta-feira.

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