Líderes do PCC serão responsabilizados por mortes

Os dez líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que foram transferidos, na semana passada, do Complexo Penitenciário do Carandiru serão responsabilizados pelas mortes ocorridas entre os rebelados nos 29 locais em que houve motins. A informação é do secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa. Quando saíram do Carandiru, os líderes do PCC fizeram ameaças, dizendo que iam virar (amotinar) o sistema. "Todos os mandantes dos crimes serão responsabilizados como co-autores."O governo informou ter certeza de que os presos assassinaram 11 dos 15 detentos mortos nos motins - três das cinco mortes ocorridas na Casa de Detenção de São Paulo teriam sido causadas por disparos de PMs da muralha, e um dos dois mortos da Penitenciária do Estado foi alvejado ao tentar matar um bombeiro. Cinco outras mortes ocorreram na penitenciária de Franco da Rocha, duas no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém e uma na penitenciária de Pirajuí. Não foi divulgado o número de feridos, exceto o de PMs: quatro, um deles baleado na perna. Nenhuma fuga foi registrada. O governo anunciou a transferência de 451 presos do CDP do Belém para três presídios do interior. Serão abertos inquéritos policiais para apurar cada rebelião e quem a liderou.

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