Líderes estrangeiros saúdam vitoriosa

Presidente da França foi um dos primeiros a se manifestar sobre as eleições, antes mesmo dos resultados oficiais

Andrei Netto CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2010 | 00h00

JOSÉ SERRA

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi um dos primeiros líderes estrangeiros a saudar Dilma Rousseff como presidente eleita do Brasil. Os cumprimentos foram enviados quando o resultado oficial ainda não era conhecido, mas quando a apuração já indicava a tendência de vitória da escolhida de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Sarkozy, Dilma tem "trajetória política excepcional" e sua vitória é "um marco".

"Não podiam servir de forma mais oportuna suas muitas competências, demonstradas por ela no exercício de suas funções anteriores, e a força de suas convicções", afirma o presidente francês, em nota distribuída pelo Ministério das Relações Exteriores. O comunicado lembra que os governos do Brasil e da França aumentaram a cooperação durante os mandatos de Lula e Sarkozy e pede à presidente eleita que mantenha o mesmo nível das relações bilaterais.

Além do governo francês, a mídia europeia também começou a render tributo à eleição de Dilma. Na França, a atenção de jornais como Le Monde e Le Figaro se voltou à herança que a petista receberá de Lula e à declaração do atual presidente de que não participará do futuro governo petista.

Nas principais emissoras de TV, como a pública France 2, Dilma foi o destaque das reportagens que enfatizavam a vantagem de sua candidatura sobre a de Serra nas últimas pesquisas de opinião. Na mesma Dilma, o britânico The Guardian abordava o assunto à noite com destaque para a primeira mulher eleita presidente do Brasil.

Da Espanha, o presidente José Luis Rodríguez Zapatero enviou um telegrama à presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, parabenizando-a pela vitória e se comprometendo a seguir trabalhando para que relação bilateral entre Brasil e Espanha continue "magnífica".

Fontes do Governo espanhol informaram à Agência Efe que o chefe do Executivo, em sua primeira mensagem de felicitação à qual será a primeira mulher a governar o Brasil, desejou sucesso a Dilma. "Seguiremos trabalhando para que as relações entre nossos dois países continuem em um nível magnífico", disse Zapatero em seu telegrama.

Mercosul. O chanceler argentino, Héctor Timerman, comunicou a celebração do governo da presidente Cristina Kirchner com a vitória de Dilma Rousseff pelo serviço de microblogs Twitter: "Ganhou Dilma e o Mercosul continua fortalecendo-se. Dilma é uma grande amiga da Argentina, e nós, dela."

Existe expectativa de que a presidente argentina discurse hoje durante uma reunião com prefeitos do partido peronista, e comente a vitória da candidata petista. Nos últimos meses, Cristina declarou respaldo à candidatura de Dilma em diversas ocasiões.

Segundo os analistas políticos e economistas argentinos, Dilma tenderia a manter a mesma política do governo Lula para a Argentina ao longo dos últimos oito anos. "A presença de Dilma no Planalto não implicará em mudanças com a Argentina. No entanto, para a presidente Cristina Kirchner é uma mudança de personalidade", explicou ao Estado o analista político Rosendo Fraga, diretor do Centro de Estudos Nueva Mayoría.

De acordo com Fraga, o presidente Lula "sabia como lidar com o casal Kirchner. Mas, Dilma terá que aprender como lidar com Cristina".

Clube. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, comemorou a vitória da "companheira" Dilma e disse a ela "bem-vinda ao clube", durante o seu programa dominical "Alô presidente". "Sabemos de onde vem, das batalhas pelo Brasil, das batalhas duras, Uma mulher de grande valor, uma mulher patriota", afirmou Chávez. Segundo ele, a sucessora de Lula "se transformará em outra gigante", como Cristina Kirchner. O presidente de El Salvador, Mauricio Funes, expressou ontem "alegria" pela vitória de Dilma. Funes telefonou a Dilma para parabenizá-la, e destacou que o modelo de governo do presidente Lula, "representado agora" pela presidente eleita, é "uma referência inevitável para os latino-americanos e se assenta no exercício pleno da democracia." / COLABOROU ARIEL PALACIOS, COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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