Líderes não aparecem e ato por reforma política é esvaziado

Com pouco apoio, texto em debate na Câmara que propõe mudanças em sistema eleitoral não deve ir a votação

EUGÊNIA LOPES / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2011 | 03h05

Nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem governadores compareceram ontem ao ato em defesa da reforma política realizado na Câmara dos Deputados. Com as ausências, o evento acabou esvaziado. Apesar dos apelos do deputado Henrique Fontana (PT-RS), relator da matéria, o texto com as propostas de mudanças no sistema eleitoral não deverá ser votado hoje na Comissão Especial.

"Não vota nada", decretou o deputado Almeida Lima (PMDB-SE), presidente da Comissão Especial da Reforma Política, que também não compareceu ao ato organizado por Fontana. Sem consenso, a reforma proposta pelo petista foi criticada pelos presidentes de partido que estiveram no evento. "Só fui lá (no ato) porque o Fontana me pediu e eu havia prometido", contou o presidente interino do PMDB, Valdir Raupp (RO), que apareceu somente no final do evento e fez críticas à proposta do relator.

Assim como os partidos aliados, a oposição também combate o relatório do petista. "É confuso e excessivamente original", disse o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), um dos integrantes da Comissão Especial.

Fontana se reuniu com o vice-presidente da República, Michel Temer, na expectativa de conseguir apoio do PMDB a sua proposta. Os peemedebistas permanecem, no entanto, divididos . Parte deles não concorda com o financiamento público de campanha, um dos pilares da proposta de Fontana.

A maioria também não quer a instituição do sistema de votação proporcional misto previsto na proposta.

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