Ligação de grupo preso com morte de prefeito é remota

O envolvimento da quadrilha presa pelo delegado Romeu Tuma Júnior, de Taboão da Serra, na Grande são Paulo, com o assassinato do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel (PT), é cada vez mais remoto, de acordo com afirmações feitas hoje pelo delegado Domingos Paulo Neto, diretor da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As pistas apontadas por Tuma Júnior para ligar os dois casos não foram confirmadas pela perícia. Os indícios da ligação surgiram depois que a equipe do delegado encontrou, em Embu, na Grande São Paulo, um local que supostamente serviria como cativeiro utilizado pela quadrilha e um Santana com características semelhantes ao automóvel que foi utilizado no seqüestro do prefeito. Mas Paulo Neto lembrou que nem a terra encontrada no Santana coincide com a terra encontrada nos sapatos do prefeito morto, e nem os cabelos brancos encontrados no banco traseiro do veículo são compatíveis com os de Daniel. A origem do envelope encontrado no Santana, e que tinha o logotipo do restaurante Rubaiyat, onde Daniel jantou na noite em que foi seqüestrado, também já foi explicada. Ele foi deixado lá pelo ex-garçom do restaurante, Carlos Eduardo Costa Marto, que tinha ligações com a quadrilha de seqüestradores. Marto teria, inclusive, participado no planejamento do resgate com helicóptero de dois integrantes da quadrilha que estavam presos num presídio em Guarulhos, na Grande São Paulo. De concreto, a polícia apurou que Marto é ligado a Ailton Alves Feitosa, um dos presos fugitivos, e Cleison Gomes de Souza, um dos autores do resgate com helicóptero, que estão presos. "Não descartamos nenhuma linha de investigação, mas no momento as investigações apontam para outra direção", afirmou Paulo Neto.

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