Lili Cara Pintada, chefe de quadrilha carioca, é presa

Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil prenderam na manhã de hoje Liliane Lube de Araújo, de 23 anos, a Lili Cara Pintada. Apontada como líder de uma quadrilha especializada em assaltos a residências na zona sul do Rio, ela foi encontrada em Angra dos Reis, município do litoral sul fluminense. Lili estava escondida há uma semana em uma casa de classe média, alugada em nome do engenheiro Mauro César Silva, namorado de uma tia da assaltante. Ela responderá pelos crimes de formação de quadrilha e roubo qualificado, além de posse de entorpecente, pois estava com uma pequena quantidade de maconha. O engenheiro, ainda não localizado pela polícia, será indiciado por favorecimento pessoal.Lili foi presa às 11 horas, por dez policiais da Core, liderados pelo delegado Rodrigo de Oliveira. Ela admitiu ter participado de três assaltos no Leblon, mas disse não se lembrar dos endereços. Lili informou à polícia os prenomes de cinco integrantes de sua quadrilha: Fábio, Flávio, Alex, Luiz e Wagner. A acusada informou que quatro deles moram no centro e o outro no Morro da Mineira, vizinho ao Morro do Zinco, no Estácio, centro, onde ela morava. Eles se encontravam no Largo da Carioca, no centro.?O modus operandi era o seguinte: acompanhada de um deles, Lili pedia informações ao porteiro do prédio. Quando ele abria o portão, era dominado e os outros assaltantes, que aguardavam nas redondezas, eram chamados?, explicou o delegado Rodrigo de Oliveira. Para se deslocar, a quadrilha usava um Tempra cinza. ?Ela disse que não entrava nos apartamentos, que seu papel era apenas o de abrir caminho e que recebia, em média, R$ 4 mil por assalto, mas desconhecia o total roubado?, acrescentou o policial. As vítimas eram as pessoas que entravam ou saíam do prédio no momento do crime.O delegado, porém, contou que segundo relatos de vítimas Lili agia de forma violenta. ?A informação das vítimas é que ela éuma pessoa violenta e chegava a ser arrogante.? Ao ser apresentada à imprensa, Lili chorava. Ela confirmou para a polícia que seu namorado, identificado como Davi, preso em dezembro, estava no assalto à casa do diretor da Rede Globo Wolf Maya, mas disse não ter participado do crime. Oliveira avalia que Lili possa ser condenada a até 30 anos de prisão. Ainda hoje ela prestaria depoimento na 14.ª Delegacia Policial (Leblon) e depois seria levada para a carceragem feminina da Polinter.Contra Lili havia dois mandados de prisão, ambos por roubo, um na 14.ª DP e o outro na 15.ª DP (Gávea).

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