Liminar mantém Rosinha na Prefeitura de Campos

TRE do Rio derruba decisão de juíza eleitoral que punia a mulher de Garotinho por abuso econômico em campanha

ALFREDO JUNQUEIRA / RIO, O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2011 | 03h04

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) concedeu liminar e manteve no cargo a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PR), que foi governadora do Rio entre 2003 e 2006. A decisão do desembargador Sérgio Schwaitzer é válida por 30 dias e suspende a inelegibilidade imposta ao deputado Anthony Garotinho, marido de Rosinha e também ex-governador (1999-2003). Os dois haviam sido condenados pela juíza da 100.ª Zona Eleitoral, Gracia Cristina Moreira do Rosário, por abuso de poder econômico na eleição de 2008.

O anúncio da liminar foi precedido de manifestações na prefeitura e briga entre vereadores na Câmara Municipal. A Justiça Eleitoral havia determinado para ontem a posse do presidente do Legislativo, Nelson Nahim (PR) - irmão de Garotinho -, na vaga de Rosinha. Durante a sessão, vereadores chegaram a trocar socos no plenário.

"Vamos resistir dentro da lei. Já denunciei ontem no plenário da Câmara em Brasília os detalhes sórdidos dessa armação que visa a atingir a mim e a Rosinha. Vamos aguardar", disse Garotinho, ontem de manhã. Ele atribuiu seus problemas com a Justiça Eleitoral ao governador Sérgio Cabral (PMDB), seu ex-aliado político e atual adversário.

Apesar da vitória parcial, o imbróglio jurídico-eleitoral que envolve o casal Garotinho ainda deve se arrastar até os tribunais superiores e complicar o projeto do ex-governador de retomar sua relevância política.

Terceiro colocado na disputa presidencial de 2002, Garotinho viu minguar seu peso político nos últimos anos. Depois de ajudar a eleger Cabral em 2006, ele rompeu com o ex-aliado. A briga o fez perder espaço dentro do PMDB, partido que presidia no Estado. Em 2009, migrou para o PR com a ideia fixa de disputar a eleição de 2010 contra Cabral para tentar voltar ao Palácio Guanabara. Os problemas com a Justiça Eleitoral forçaram Garotinho a desistir do governo e a disputar vaga na Câmara dos Deputados.

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