Limpeza de rios e galerias d'água no Rio deve demorar 6 meses

Eduardo Paes visitou bairros afetados pela tempestade e reclamou que dragagem não são feitas há muitos anos

Agência Brasil,

22 de janeiro de 2009 | 15h26

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que a Secretaria de Obras, responsável pela limpeza das galerias pluviais, levará até seis meses para fazer esse trabalho e dragar os rios da cidade. Ele visitou nesta quinta-feira, 22, diversas áreas da capital fluminense que ficaram alagadas por causa da forte chuva dos últimos dias.   Veja também: Nível de rios atingidos pelas chuvas continua alto no Rio  Todas as notícias sobre vítimas das chuvas     Paes foi primeiro ao bairro do Maracanã, na zona norte. O rio de mesmo nome transbordou mais uma vez, prejudicando os motoristas que trafegavam nas proximidades. O prefeito disse que as galerias pluviais devem ser limpas constantemente para evitar alagamento.   "As galerias pluviais e os rios não são limpos há muitos anos e isso tinha que ser feito com antecedência". Segundo o prefeito, essas saídas do centro da cidade - na área da Tijuca, na Praça da Bandeira, na Avenida Francisco Bicalho e na Avenida Brasil - sofreram os efeitos da chuva e trouxeram transtornos aos cariocas. "Essas são localidades de prioridade de intervenção. Estamos mobilizando e chamando empresas para poder trabalhar com as máquinas que limpam essas galerias".   A presidente da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), Ângela Fonti, que acompanhou o prefeito na visita, informou que garis realizaram um trabalho emergencial nesta madrugada e retiraram 15 toneladas de lixo e entulho das Avenidas Maracanã e Dom Hélder Câmara e da Estrada Grajaú-Jacarepaguá, áreas da cidade mais prejudicadas pelas chuvas.   A Defesa Civil do município recebeu, do início da manhã até as 11 horas, 70 chamados em decorrência da chuva, a maioria para casos de rachaduras em muros e paredes e desabamento de telhados. Uma equipe foi acionada no fim da manhã para a Avenida do Canal, na Favela de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, por causa da ameaça de desabamento de um imóvel de três andares.   A ocorrência mais grave foi registrada no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, onde um prédio de três andares desabou na noite de quarta. As 18 pessoas que moravam no imóvel não se feriram e foram levadas para o Centro Municipal de Atendimento Integrado, no mesmo bairro. Um trecho da autoestrada Grajaú-Jacarepaguá permanece interditado devido a queda de barreira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.