Limpeza do Tietê chega aos poucos, diz Alckmin

No Dia do Rio Tietê, o governador Geraldo Alckmin fez uma inspeção aérea das obras de despoluição de suas águas. Ele percorreu de helicóptero o trecho que vai do Cebolão até o Parque Ecológico.Lá de cima, o governador fez um desabafo: "Comparar despoluição do rio Sena (Paris) e do Tâmisa (Londres) ao Tietê não é correto." Ele explicou que tanto um quanto o outro estão próximos do mar e possuem uma vazão maior.A segunda parte da inspeção foi feita de barco. De baixo, a enorme mancha de nanquim que corta a cidade tem cheiro, mas o aprofundamento da calha já permite a navegação.Uma variedade de garrafas plásticas, caixas de papelão e outros objetos atingiram o barco do governador. "Infelizmente, 20% da sujeira do Rio não é proveniente do esgoto. São detritos jogados no Tietê. Essa é uma questão de educação", disse Alckmin.No que diz respeito ao tratamento de esgoto, a previsão é que até 2005 o Governo entregue 1,2 mil quilômetros de redes coletoras, 290 mil ligações domiciliares, 107 quilômetros de coletores-tronco e 33 quilômetros de interceptores. As obras farão com que o esgoto gerado por mais de 1 milhão de pessoas deixe de ser despejado diariamente na Bacia do Alto Tietê.Por outro lado, o paulistano irá levar menos tempo para ver o resultado do Projeto Pomar. Em maio do ano que vem, uma extensão de 25 km de encosta (do Cebolão à Barragem da Penha) já deve estar completamente coberta por uma nova vegetação.Mas e a mancha de nanquim? Quando vai desaparecer? "A mancha já sumiu em Barra Bonita e em Salto (cidades do interior de São Paulo). Nesses lugares já é possível encontrar alguns peixes. Itu será a próxima região a sentir a limpeza. Aos poucos, vamos chegando na Capital", arrematou o governador.

Agencia Estado,

22 de setembro de 2004 | 18h25

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