Limpurb estuda futuro do lixo em SP

Em meio à polêmica instalada em São Paulo com as contratações de emergência de empresas de lixo feitas pela prefeita Marta Suplicy (PT), a administração municipal tenta trazer à tona o debate sobre o futuro da limpeza urbana na cidade. Oficialmente, o Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) apresenta três alternativas para o lixo: a manutenção do modelo de contratação licitada, a concessão por 20 anos dos serviços ou a criação de uma empresa mista encarregada da gerência do sistema. A última opção, considerada "juridicamente complicada" pelo diretor do Limpurb, Alfredo Luiz Buso, já é utilizada em várias cidades européias. De acordo com o modelo, a Prefeitura criaria uma empresa de economia mista na qual as empresas de lixo e o poder público teriam participação acionária. O futuro da coleta de lixo, no entanto, caminha para a concessão, segundo o próprio diretor do Limpurb. Essa saída obrigaria as empresas de limpeza a investir o montante do qual o sistema necessita hoje, cerca de R$ 300 milhões, conforme revelou o Estado no início de março. As concessionárias ficariam responsáveis pela coleta e a destinação final do lixo, ou seja, teriam de investir em aterros sanitários - os dois aterros da Prefeitura têm vida útil de, no máximo, mais dois anos. A opção de manter o atual sistema de contratação é praticamente descartada pela administração.Leia Mais

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