Lindbergh avisa PMDB que 2014 é a vez do PT no Rio

Após acordo para apoiar reeleição de Paes em 2012, senador anuncia intenção de disputar sucessão de Cabral

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2011 | 00h00

Um dia depois de o PT e o PMDB firmarem um acordo para 2012, com a formação da chapa de reeleição do prefeito peemedebista Eduardo Paes e um petista candidato a vice, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou ontem a intenção de disputar a sucessão do governador Sérgio Cabral (PMDB), em 2014. O PT faz parte do governo de Cabral, que trabalhará pela eleição de seu vice, Luiz Fernando Pezão, também peemedebista.

"Encerrado o ciclo Cabral, é natural minha candidatura", afirmou Lindbergh, em um intervalo da reunião do diretório nacional do PT. "O PT ter candidato próprio não significa que vamos desembarcar do governo ou vou atacar o governador Cabral. Vamos ter candidato independente do PMDB. Se o PMDB tiver o Pezão, teremos duas candidaturas da base", afirmou.

Mais cedo, o ex-ministro José Dirceu já havia dito que o PT lançaria a candidatura de Lindbergh em 2014. Ex-prefeito de Nova Iguaçu, o senador tentou concorrer em 2010, mas acabou convencido a desistir da disputa e integrar a chapa de Cabral como candidato ao Senado. O petista, no entanto, não abandonou o plano de ser governador. "Em 2010, a prioridade era a eleição da Dilma. Em 2014, é o PT. Isso já vale na eleição de 2012. O Rio será uma das poucas grandes cidades onde não teremos candidatura própria", disse o senador.

O acordo entre PT e PMDB em torno da reeleição de Paes foi fechado em jantar de dirigentes petistas com o prefeito e o vice-governador Pezão, na noite de quinta-feira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.