Linha 2 terminará em hospital

Definição está no texto da licitação, que sai em 15 dias

Daniel Gonzales, O Estadao de S.Paulo

14 de setembro de 2009 | 00h00

A estação terminal do novo trecho da Linha 2-Verde ficará ao lado do Hospital Municipal Cidade Tiradentes, em um terreno já definido pelo Metrô. Esse trecho é o prolongamento que ligará a Vila Prudente a Cidade Tiradentes, ambos na zona leste, no trajeto que seria cumprido pelo Fura-Fila (o Expresso Tiradentes).

Essa novidade vai aparecer no texto da licitação que o Metrô lançará daqui a 15 dias, no início de outubro, para definir o consórcio que será responsável pela obra. Todo o percurso, de 23,6 km e 15 estações, será feito por um sistema elevado de monotrilhos (trens leves que circulam em trilho único).

Essa extensão será a única no País e a primeira de quatro linhas de metrô na capital que terão trens leves, em vez do conjunto tradicional, com grandes composições, túneis e estações subterrâneas. Segundo o diretor de Assuntos Corporativos do Metrô, Sérgio Brasil, o monotrilho não vai substituir o metrô, mas complementá-lo. "Queremos concluir a licitação até dezembro e realizar as obras ao longo do ano que vem", diz.

O primeiro trecho, de 2,4 km, entre as Estações Vila Prudente (onde a Linha 2 do Metrô tradicional vai terminar) e Oratório, pode estar operacional em um ano. "Esse é o prazo que os fabricantes pedem para a obra."

Brasil conta que técnicos da companhia estadual têm viajado para países onde os monotrilhos operam (o paulistano será baseado no modelo japonês) para conhecer outras experiências. A primeira linha de monotrilho da capital será feita em um elevado leve de concreto e terá aparelho de mudança de via - uma espécie de viga para permitir ultrapassagens de trens em caso de emergências ou problemas mecânicos. As estações serão todas elevadas, abraçando a estrutura.

Haverá saídas de emergência, no caso de um trem parar entre duas estações, e também a possibilidade de encostar outra composição em uma que esteja avariada, para transferir ocupantes.

O segundo trecho da obra terá uma ligação de 10,2 km, entre Oratório e São Mateus, e o final, de 11 km, vai de lá até a Cidade Tiradentes. O uso de um sistema moderno de sinalização, o CTBC, vai permitir intervalos de 90 segundos entre os trens.

"O monotrilho é uma alternativa para complementar o sistema sobre trilhos tradicional", diz José Geraldo Baião, presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos do Metrô. Segundo ele, com o tempo, a empresa deve absorver a tecnologia de operação e manutenção do novo sistema.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.