Linha 5 do Metrô começa a operar em setembro

A linha 5 do Metrô vai começar a operar de forma experimental a partir do primeiro fim de semana de agosto. A linha 5, também chamada de Lilás, que tem 9,6 quilômetros e vai ligar o Capão Redondo ao Largo Treze, na zona sul, deve ser inaugurada em setembro. As obras do trecho que custaram US$ 646 milhões foram vistoriadas hoje pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).Como é candidato à reeleição, Alckmin não pode inaugurar obras do governo, mas pode fazer vistorias e visitas. Perguntado se a atividade não poderia ser confundida com a campanha eleitoral, Alckmin respondeu que "o governador não está proibido de sair às ruas e vistoriar é nossa obrigação". Segundo Alckmin, a linha 5 do metrô vai ser inaugurada pelo secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e os deputados estaduais.Segundo o secretário Fernandes, a "operação branca" , a fase experimental da linha 5 que começa no primeiro fim de semana de agosto será dirigida para grupos de estudantes, de entidades representativas e de moradores interessados em conhecer o metrô da região. "São pequenos detalhes como tomar cuidado nas escadas rolantes e instruções para a questão das pipas que as crianças estão soltando na área próxima à linha do metrô", disse Fernandes. Para ele é importante que a população saiba que o metrô não tem um horário específico e que funciona com curtos intervalos de horário. Já na questão da segurança, o secretário afirmou que o sistema é auto-suficiente. "A previsão é de que nos primeiros três meses vamos chegar 60 mil passageiros por dia (neste trecho). O metrô de Brasília, com dois anos de funcionamento, tem 36 mil", disse. A expectativa que se alcance o patamar de 90 mil até junho do ano que vem, e depois da integração na estação Santa Cruz chegar a 350 mil passageiros dia.O projeto da extensão da linha 5 até a estação Santa Cruz e a Chácara Klabin, com a construção de mais 11,6 quilômetros de linhas subterrâneas, foi apresentado pelo governo ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para financiamento. A segunda etapa do projeto, que inclui entre outros a dinamização da linha da CPTM Osasco-Jurubatuba, deve custar cerca de US$ 1,5 milhão. Já a linha 4, que vai ligar a estação Luz à Vila Sônia, está em processo de licitação.

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