Linho, primeiro da lista dos mais procurados do Rio

Os morros do Rio estão, em sua esmagadora maioria, dominados por traficantes de drogas, considerados ?donos? das favelas, que dão ordens e alteram, de acordo com seus interesses ?comerciais?, a rotina dos moradores, que freqüentemente regulam com muita violência e especial crueldade. O mais procurado é Paulo César Silva dos Santos, o Linho, chefe do Terceiro Comando. Informações que levem à sua captura valem R$ 50 mil, oferecidos pela Associação Rio Contra o Crime.A área de dominação de Linho é o Complexo da Maré, conglomerado de favelas da zona norte do Rio onde vivem mais de cem mil pessoas. Linho é o maior atacadista de drogas do Rio de Janeiro. Existem boatos de que ele está morto, mas não há confirmação, e as investigações sobre o seu paradeiro e o de seus comparsas continuam.A região compreendida pelos morros do Querosene, São Carlos e Coroa, no Estácio, e o Complexo da Serrinha, em Madureira,na zona norte, é de Irapuan David Lopes, o Gangan, de 35 anos, outro ?cabeça? do Terceiro Comando. O Disque-Denúnciaoferece R$ 5 mil por informações que ajudem a prendê-lo. Gangan é apontado como chefe de um ataque à sede da prefeitura do Rio, em junho de 2002, quando a fachada foi perfurada por 150 tiros de fuzil. O atentado foi uma vingança, já que funcionários da prefeitura demoliram um galpão usado pelo grupo de Gangan para guardar armas e drogas. Os cerca de 60 mil moradores do Complexo do Jacarezinho, na zona norte, estão subjugados a Wanderson da Silva Brito, oPaquito, de 25 anos. Ele é sócio de Luiz Cláudio Caetano Rodrigues, o Lourinho, de 31 anos, responsável pela venda de drogas nas favelas de Manguinhos e Rato Molhado. O traficante Alexandre Roberto Freitas, o Alexandre, o Grande, é o sucessor de Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, assassino do jornalista da Rede Globo Tim Lopes, no complexo do Alemão, zona norte.Assim como ele, o criminoso conhecido apenas como Curinga também passou a dominar o Alemão depois da prisão dotraficante Elias Maluco.Curinga segue as mesmas práticas de tortura e morte dos inimigos do antigo chefe. Mesmo depois que a polícia concretou uma gruta conhecida como microondas, Curinga continuou usando uma região conhecida como Grota para incinerar seus desafetos.

Agencia Estado,

14 de abril de 2004 | 20h00

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