Lins concentra 1 em cada 12 roubos de 5 bairros

Avenida tem comércio variado e atrai assaltantes; polícia desbaratou bando que agia na área

Fernanda Aranda, O Estadao de S.Paulo

25 de abril de 2009 | 00h00

Os moradores dos bairros do Cambuci, Vila Mariana, Ipiranga, Aclimação e Glicério, bairros com população total estimada em 310.280 habitantes, sabem apontar o "endereço" da criminalidade nesta parte das regiões sul e central de São Paulo. A Avenida Lins de Vasconcelos, com apenas 3 quilômetros de extensão e composta por estabelecimentos comerciais variados, concentra, em média, 1 em cada 12 roubos e furtos que ocorrem nesses cinco bairros. Pedestres e lojistas relatam que nos últimos três meses o número de assaltos na avenida aumentou.Os dados obtidos no 6º Distrito Policial (Cambuci), responsável pela região dos cinco bairros, mostram que, entre janeiro e fevereiro, 208 roubos foram registrados na delegacia, sendo que 8,65% ocorreram na Avenida Lins de Vasconcelos. Dos 277 furtos que viraram boletim de ocorrência, 9% foram de infrações registradas por comerciantes ou pedestres da via. "A Lins é um corredor comercial e sempre atraiu a atenção da criminalidade", afirma o delegado titular do 6º DP, Maurício Druziani. "É uma região mista de casas e comércios, é próxima do centro e local onde o trânsito de pessoas é intenso, características que atraem os bandidos", afirma o delegado. Druziani ressalta que, em comparação com o ano passado, os registros oficiais mostram estabilidade nos crimes cometidos na avenida, mas lembra que a subnotificação também é característica do local, o que dificulta o trabalho de investigação e prevenção da polícia."Sem o registro, ficamos sem a orientação da ação. Na última semana, identificamos uma gangue que age na região e abrimos três inquéritos, um deles de um estabelecimento que não havia feito a denúncia e só descobrimos depois", diz. A gangue citada, afirma a polícia, além de ter assaltado dois salões de beleza da Avenida Aclimação e uma loja de acessórios femininos na Lins, pode ser autora de outros assaltos na via.A maioria dos lojistas assaltados descreveu o modo de ação igual ao da quadrilha identificada pela polícia: três pessoas, duas de moto e uma a pé, que agem de dia e levam de pedestres e das lojas quantias de pouco valor, celulares, mercadorias e notebooks. Um dos bandidos está sempre armado e faz ameaças à vítima. O foco dos assaltos fica entre os números 1.800 e 3.000 da Lins, já próximo ao Largo do Cambuci, onde há uma base da Polícia Militar.

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