Litoral norte de SP sofre com acúmulo de lixo após festas de começo de ano

Cerca de 40 caminhões sobem a Rodovia dos Tamoios todos os dias para descartar volume nas cidades vizinhas

Reginaldo Pupo, O Estado de S. Paulo

01 de janeiro de 2013 | 12h40

 SÃO SEBASTIÃO – Com o início da temporada de verão no litoral norte do Estado de São Paulo, período em que as prefeituras estimam entre 1,5 milhão a dois milhões de turistas até o Carnaval, o lixo produzido pela população flutuante já se acumula nas ruas dos quatro municípios da região. Diferentemente da capital e das grandes cidades do interior, no litoral o lixo é recolhido durante o dia, o que também acaba contribuindo para dificultar o trânsito.

Nas praias mais movimentadas, como Praia Grande e Itaguá, em Ubatuba; Maresias e Camburi, em São Sebastião; Massaguaçu e Martim de Sá, em Caraguatatuba; e Curral, em Ilhabela, o lixo acumulado atrapalha até mesmo quem tenta caminhar pelas calçadas. Na Avenida Francisco Loup, a principal de Maresias, as calçadas, já estreitas, servem de “depósito” de recipientes e sacos com lixo provenientes de casas de veraneio, hotéis e pousadas.

Somente no mês de janeiro, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba produzem cerca de 700 toneladas de lixo por dia. Sem local adequado para a disposição dos resíduos sólidos – todos os aterros sanitários da região foram fechados – cerca de 40 caminhões sobem a Rodovia dos Tamoios diariamente para depositar todo o volume nas cidades de Tremembé, no Vale do Paraíba, e Santa Isabel, região de Mogi das Cruzes. Juntas, as prefeituras gastam cerca de R$ 5 milhões para o transporte e destinação dos resíduos, o dobro do que é empregado na baixa temporada.

Para não ver a coleta de lixo entrar em colapso em plena temporada de verão, a prefeitura de Ilhabela contratou uma empresa, emergencialmente, por 180 dias, já que dois de seus quatro caminhões estão quebrados. Um caminhão de menor porte, com tração nas quatro rodas, também foi contratado para atender locais de difícil acesso e regiões mais íngremes, segundo a prefeitura.

“Como toda temporada de verão a gente tem um grande aumento da produção de lixo, gerando uma série de transtornos, fizemos essa contratação emergencial para garantir a qualidade da coleta para todos e enquanto preparamos o processo licitatório para a terceirização do serviço”, justificou o prefeito de Ilhabela, Antonio Luiz Colucci (PPS). Segundo a prefeitura, fora da temporada, são coletadas em média 28 toneladas diariamente. Já no período entre 26 de dezembro e 10 de janeiro, considerado o pico da temporada de verão, este número salta para 75 toneladas por dia.

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