Lixão impede a inauguração de Presídio Federal no MS

O Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, que consumiu R$ 26 milhões para ser concluído, não pode ser inaugurado. Depois de tudo pronto para ativar o estabelecimento, o aterro sanitário da cidade, popularmente chamado de "lixão", vizinho do complexo penitenciário, impede a ativação. Segundo conclusão do Ministério Público Federal (MPE), o aterro é uma grave ameaça para a saúde dos funcionários e presidiários da nova unidade. A solução depende única e exclusivamente da mudança do "lixão".A Prefeitura Municipal de Campo Grande abriu concorrência pública e prevê a transferência do aterro somente para o próximo ano. Além disso, condicionou o trabalho à devolução de uma área na periferia norte da capital, onde funciona a Colônia Agrícola Penal, propriedade municipal. O diretor do sistema penitenciário, Luís Carlos Telles, estima que uma nova colônia penal custará mais de R$ 1 milhão para o Estado, dinheiro não disponível no momento.PressaO governo federal tem pressa, segundo afirmou nesta sexta-feira, 22, o diretor de Políticas Penitenciárias do Ministério da Justiça, Ivo Corrêa. Desde quinta, 21, ele está mantendo sucessivas reuniões com autoridades federais, governamentais e municipais para decidir a questão. Nesta sexta ele voltou para Brasília dizendo estar "menos animado" do que quando chegou. "Temos uma obra de R$ 26 milhões parada, a formação de 200 agentes dia 1º de novembro e o País inteiro precisando disso."Antes de viajar Corrêa esteve reunido com o procurador do município, Ernesto Borges; o procurador da República, Alan Verciani; e o diretor do sistema penitenciário Luis Carlos Telles, mas não houve acordo sobre a inauguração ainda este ano. Corrêa afirmou que com ou sem lixão o presídio será ativado. Ele explicou que os ministérios das Cidades e Meio Ambiente devem ser acionados para se posicionarem sobre a possibilidade de inaugurar a unidade sem desativar o lixão.

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