Ricardo Saibun/Agência Estado
Ricardo Saibun/Agência Estado

Lixo inglês só deve sair do Brasil no domingo, diz Ibama

Órgão diz que documentação está pronta para embarcar os 40 contêineres de volta ao Reino Unido

Agência Brasil,

30 Julho 2009 | 17h37

O chefe do escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Rio Grande, Sandro Klippel, disse nesta quinta-feira, 30, que os contêineres de lixo enviados ilegalmente ao Brasil pelo Reino Unido devem ser devolvidos no próximo domingo, 2 de agosto.

 

Segundo Klippel, o navio que transportará o lixo deve chegar ao Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, no sábado, mas o embarque dos 40 contêineres só deve ser concluído no dia seguinte, com saída prevista para o meio da tarde.

 

"Está tudo pronto com a documentação, inclusive dos contêineres que estão em Santos", informou Klippel, nesta quinta-feira, 30. Segundo ele, após deixar o Porto de Rio Grande, o navio deverá passar pelo Porto de Santos e recolher mais 41 contêineres de lixo britânico, antes de seguir para a Europa.

 

Uma outra remessa de lixo, ainda sem previsão de data, terá que ser feita para despachar o conteúdo de oito contêineres, que foram abertos e esvaziados no porto de Caxias, também no Rio Grande do Sul.

 

No total, o Brasil recebeu mais de mil toneladas de lixo enviadas ilegalmente do Reino Unido. A empresa importadora havia informado ao Ibama que a carga era de polímeros de etileno e resíduos plásticos. Mas o que o Ibama encontrou foram fraldas usadas, pilhas, seringas utilizadas, lixo doméstico, preservativos, entre outros produtos. Os importadores foram multados pelo Ibama e os responsáveis pela exportação estão sendo investigados pelas autoridades ambientais britânicas.

 

O Ministério das Relações Exteriores pediu que a delegação permanente do Brasil em Genebra fizesse uma denúncia à Secretaria da Convenção da Basileia, que trata do controle de resíduos perigosos e do seu depósito.

 

Pela convenção, qualquer movimento entre fronteiras de resíduos perigosos, em que o material não esteja em conformidade com os documentos poderá ser considerado tráfico ilícito. A convenção prevê ainda que os resíduos serão devolvidos ao país de onde ele foi exportado, que não poderá se negar a recebê-los de volta.

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