Lixo vai virar obrar de arte no Rio

A concessionária Barcas S/A, que explora o serviço de transporte hidroviário na Baía de Guanabara, no Rio quer transformar lixo em arte. Todos os dias, a barca que recolhe lixo da empresa tira cerca de 700 quilos de poluentes flutuantes das águas da baía - como pneus, pedaços de madeira, sapatos, engradados de bebidas e materias plásticos. Em breve, o material será encaminhado a artistas plásticos, que vão transformá-los em obras de arte.Ainda não foram escolhidos os artistas plásticos que receberão os materiais. "Vamos selecionar pessoas que sejam ligadas à questão do meio ambiente", contou Rogéria Lemos, porta-voz da Barcas S/A. Dentre os poluentes recolhidos pelas duas redes da barca, serão repassados aos artesãos, principalmente, latas de alumínio, materiais plásticos (garrafas embalagens de produtos e sacolas) e pedaços de madeira - um deles, retirado em janeiro, tem dez metros de comprimento e é vem de um navio.A barca que recolhe lixo está operando há um mês no trecho Rio-Niterói. A empresa decidiu criá-la porque a poluição da baía estava atrapalhando o tráfego dos catamarãs - embarcações mais ágeis e menores, com capacidade para 300 pessoas. "Tivemos muitos problemas porque o sistema do catamarã suga a água da baía e depois a devolve. Se entra algo no motor, ele fica superaquecido e pára", explicou Rogéria Lemos, porta-voz da Barcas S/A. A quantidade de lixo depois das chuvas supera os 700 quilos diários, informou Rogéria.Além de facilitar a fluidez do tráfego dos catamarãs e fazer arte com o lixo, a coleta feita pela barca também tem como objetivo ajudar na despoluição da baía. "É claro que sabemos que não vamos resolver o problema, mas pelo menos contribuímos para diminuí-lo", disse Rogéria. "Estamos desenvolvendo também um projeto que prevê a realização de palestras sobre a conservação da baía para estudantes, que serão realizadas dentro da barca .", disse. A embarcação tem capacidade para 120 pessoas.

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