Lobão, o contrabandista de cigarros, é condenado a 22 anos

Roberto Eleutério da Silva, o Lobão, considerado o maior contrabandista de cigarros do Brasil, foi condenado hoje a 22 anos, 4 meses e 15 dias de prisão, em regime fechado, além de multa de 840 salários mínimos, por formação de quadrilha, falsidade ideológica, contrabando, descaminho, falsificação de selos do IPI e evasão de divisas. A sentença, em 200 páginas, foi proferida pelo juiz da 6ª Vara Criminal Federal, Fausto Martin de Sanctis. Lobão está preso preventivament e desde setembro do ano passado, no presídio Adriano Marrey, em Guarulhos. Seu irmão, Tomy Dias Elutério da silva, foi condenado a 19 anos e 6 meses e multa de 750 salários mínimos. Tânia dos Santos recebeu a mesma pena, além de multa de 275 salários mínimos. Foram impostas também pesadas penas a cinco outros membros da quadrilha: Marcelo Stracieri, 14 anos e 6 meses e multa de390 salários mínimos; José Ramos e Adelaide Rodrigues Santos Pereira, 10 anos e 6 meses cada um e multa de 135 saláriosmínimos; Max Scalone Barbosa, 8 anos de reclusão e 60 salários mínimos; Olga Youssef Soloviov, 4 anos de reclusão, pena substituída por prestação de serviços à coletividade, e multa de 120 salários mínimos.O juiz negou a Lobão e aos réus Tomy, Marcelo, Tânia, e Max o benefício de apelar em liberdade. Os quatro últimos tambémestão presos preventivamente desde o início do processo, em 2001. O benefício foi negado porque os crimes a eles atribuídos são graves e "geram intranqüilidade social". Facultou, porém, a José Ramos e Adelaide, que estão soltos, responderem o processo em liberdade.Todos os bens apreendidos no flat de Lobão, que incluem dinheiro e cartões bancários, além de um avião e veículos, passarão à propriedade da União Federal. O juiz encaminhou cópia da sentença a Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e requisitou ao Banco Central adoções de medidas administrativas contra a Intourist Agência de Turismo Ltda., em razão de irregularidades apuradas no decorrer do processo.

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