Local reabre sem mudanças na segurança

Novo sistema, com câmeras e sensores, ainda precisa ser instalado

Rodrigo Brancatelli, O Estadao de S.Paulo

11 de janeiro de 2008 | 00h00

Apesar do arquiteto e presidente do Masp Julio Neves ter anunciado com toda pompa um novo sistema de segurança "como o do Louvre, talvez até melhor", o local projetado por Lina Bo Bardi reabre as portas hoje com o mesmíssimo tipo de equipamento que se mostrou falho e precário no furto das obras de arte em 20 de dezembro. Segundo avaliação do vice-presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação de São Paulo, José Jacobson Neto, que está trabalhando no novo projeto de segurança da instituição, "as imagens das câmeras são péssimas, os aparelhos são antigos e o alarme e os sensores de movimento não são nem um pouco confiáveis".Neto é vice-presidente da Guarda Patrimonial (GP), empresa com sede no bairro do Jardim Paulista que ficará responsável pela segurança privada do Masp já a partir de hoje. A companhia faz segurança para empresas como Vivo e TIM; universidades como a FMU e lojas de grife como Bulgari e Cartier. No Masp, serão colocados cinco vigilantes de terno e gravata no turno da manhã e quatro na parte da noite. "Serão seguranças supereducados", diz Neto. Além de aconselhar o museu a instalar novos equipamentos de segurança, a GP fez duas análises de risco do prédio na Avenida Paulista para apontar os principais problemas e sugerir soluções. Uma das mais simples era gradear as entradas de ar-condicionado, mas nem isso ainda foi feito. "Como o museu ainda não está bem equipado, vamos ter de colocar um ou dois seguranças a mais para garantir que nada de errado aconteça na reabertura", admite Neto. A direção do museu também pediu para que a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana façam campana no vão livre para evitar novos problemas - a partir de março, será instalada uma base fixa da PM no local. O Masp ainda procura patrocínio para bancar o plano de segurança privada, que custará R$ 50 mil mensais. A GP vai colocar gratuitamente os homens por 60 dias - depois disso, só continuará se Julio Neves pagar pelo serviço. Em cerca de dez dias, começam a ser instalados os novos equipamentos eletrônicos de segurança "iguais aos do Louvre". Desta vez, o Masp não terá de gastar um centavo. A LG Security System prometeu doar um pacote com 48 câmeras e sensores de pressão. Em contrapartida, a empresa poderá espalhar a logomarca pelos corredores.

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