Lojistas dizem que as mudanças são anteriores ao tombamento

Um grupo de comerciantes instalado no seminário defende a restauração do imóvel, mas pede cautela e auxílio para conseguir verbas. Eles afirmam já ter contratado um escritório de advocacia para estudar a melhor forma de cumprir as solicitações da Prefeitura, sem causar prejuízo às atividades. "Todos estão imbuídos em encontrar essa verba. Não tem sentido nenhum demolir se não for restaurar. (O comércio) Está dando emprego, dando oportunidades a várias famílias", diz Fernando Beneti Branco, proprietário de duas lojas. Alguns proprietários também acreditam que as extensões que hoje ocupam parte do pátio central foram construídas antes de 1992 - quando o imóvel foi tombado. Paulo Fuentes, dono de duas lojas, diz que os anexos já estavam no local quando ele começou a trabalhar com roupas ali, na década de 80. Walter Luiz Gomes Júnior, proprietário de uma loja na área desde 1994, tem a mesma opinião.REFORMAA Secretaria de Estado da Cultura diz que a Arquidiocese de São Paulo recebeu uma autorização do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) para fazer reforma em algumas partes do imóvel, em outubro de 1984. Em 30 de maio de 2008, um novo pedido foi indeferido. Procurada desde a quinta-feira passada, a Arquidiocese não se pronunciou.

Vitor Sorano, O Estadao de S.Paulo

23 de abril de 2009 | 00h00

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