Lojistas pedem mais tempo para se adaptar à Cidade Limpa

Empossado na segunda-feira, 26, o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, afirmou que os comerciantes precisam de um prazo maior, até novembro, para adequar os anúncios indicativos de suas lojas, que pela Lei da Cidade Limpa devem ser alterados até o dia 31 de março.O prefeito Gilberto Kassab (PFL), autor da lei, não se manifestou sobre o pedido, mas afirmou que será mais tolerante com os lojistas e fará um trabalho de orientação. A Prefeitura de São Paulo trava um embate com comerciantes e agências de publicidade que atuam na cidade por conta das determinações da lei, que impede anúncios externos no município.Lei Cidade LimpaO projeto de lei, proposto pelo prefeito Gilberto Kassab (PFL) foi aprovado no dia 26 de setembro na Câmara dos Vereadores e sancionada em outubro pelo prefeito. Conhecida como Lei Cidade Limpa, seu texto proíbe a presença de publicidade externa a partir do dia 1º de janeiro de 2007. Com a lei, as propagandas ficariam restringidas em espaços do mobiliário urbano, como pontos de ônibus, relógios públicos e placas de rua.A lei prevê pagamento de R$ 10 mil para cada propaganda irregular. A estimativa é de que na cidade existam cerca de 6 mil outdoors e 3 mil backlights. O que manda a lei Cidade Limpa: até o dia 31 de dezembro de 2006 todas as peças publicitárias externas precisariam ser retiradas da cidade. A multa para infratores é de R$ 10 mil. Prazo extra: anúncios nas fachadas de estabelecimentos comerciais devem atender às novas dimensões de propaganda até dia 31 de março de 2007.Exceções: anúncios históricos, como o relógio do banco Itaú, em cima do Conjunto Nacional, serão analisados caso a caso.

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