Lotações são poupadas em nova onda de ataques

Assim como em maio, durante a primeira onda e violência, os criminosos focaram suas ações contra os ônibus, poupando boa parte dos cerca de 7 mil lotações da cidade. Oficialmente, tanto a Polícia Militar quanto a São Paulo Transportes (SPTrans) rejeitam a tese de que isso ocorra em virtude da suposta ligação de perueiros com o crime organizado."Não podemos fazer essa relação baseados apenas no fato de poucas lotações terem sido queimadas", disse o diretor de Operação da SPTrans, Stanislav Feriancic. De acordo com o levantamento da Prefeitura, quatro cooperativas tiveram veículos danificados - Transcooper, Aliança Paulistana, Nova Aliança e Fênix. Na opinião de fontes do sistema de transporte coletivo, os criminosos atacaram justamente as cooperativas que não cederam às exigências da facção criminosa."Não é muito curioso que as cooperativas investigadas no mês passado por ligações com o PCC tenham ficado de fora desses atentados", questionou a mesma fonte. No mês passado, o presidente da Cooper Pan, Luiz Carlos Pandora, ficou cinco dias preso por suspeitas de ligações com uma liderança da organização criminosa. A Justiça negou o pedido de prisão dele e do ex-secretário municipal dos Transportes , Jilmar Tatto, alegando que as provas eram insuficientes. Estima-se que até 20% dos perueiros da Capital sejam obrigados a pagar pedágio - entre eles, a prática é conhecida como "pagar madeira" - a membros do PCC.

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