Lotérica de Curitiba usa ironia para pedir mais segurança

Depois de seis assaltos nos últimos dois meses, a direção da Lotérica Alto da XV, em Curitiba, usou a ironia para chamar a atenção das autoridades. Em um cartaz pendurado em frente à casa, os donos do estabelecimento oferecem três vagas para operadores de caixa. Os requisitos: 1- Ser governador do Estado, 2 - Ser secretário de Segurança do Paraná, 3 - Ser comandante do Comando do Policiamento da Capital. No mesmo tom, o cartaz diz que o salário deve ser tratado com os assaltantes do dia. Outra faixa foi colocada nas proximidades: ?Curitiba cidade modelo de descaso com a segurança?. A direção da lotérica pretende mobilizar os comerciantes da região, onde também estão agências das principais instituições bancárias, para uma caminhada de protesto na tarde desta quarta-feira. De acordo com a funcionária Melissa Strechar, somente na semana passada a lotérica foi assaltada duas vezes, razão pela qual a casa optou pelo protesto. No ano passado, um funcionário foi morto durante um assalto. Na segunda-feira, quase aconteceu mais um assalto. Quatro pessoas estavam rondando a lotérica. Temerosos, os funcionários acionaram uma empresa de segurança. Em três minutos os carros chegaram e os suspeitos desapareceram. Segundo Melissa, nos assaltos anteriores não deu tempo de chamar a segurança, pois o assalto só foi percebido quando a pessoa chegou ao caixa e apontou um revólver. O secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, disse na tarde de ontem que não iria mais comentar o caso. Mas, pela manhã, em entrevista a uma rádio de Curitiba, ele alegou que se tratava de um "desabafo" do proprietário, reconhecendo, no entanto, que seis assaltos em dois meses é um "alto índice".

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