Lúcio Alcântara, com gasto de R$ 50 mi, só fica atrás de Alckmin

Na disputa pelo governo do Ceará, Cid Gomes, que tenta a reeleição, tem previsão de despesas de R$ 39 milhões

Carmen Pompeu, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2010 | 00h00

Dos candidatos ao governo cearense, o ex-governador Lúcio Alcântara (PR) é o que pretende gastar mais nas eleições de outubro: R$ 50 milhões. Em termos nacionais, ele só fica atrás do candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Lúcio Alcântara, no entanto, diz não ter a menor expectativa de arrecadar a quantia. Segundo ele, esse foi um teto estabelecido pelo comitê de campanha prevendo um possível segundo turno. "Foi uma decisão da coordenação para depois não termos dificuldade em explicar nossos gastos. Estamos fazendo uma campanha modesta", disse.

O governador Cid Gomes (PSB), que disputa a reeleição, tem como previsão de gastos R$ 39 milhões. Em 2006, ele e o então governador Lúcio Alcântara registraram R$ 20 milhões cada como limite de gastos.

Neste início de campanha, nenhum dos candidatos usou material de divulgação. De acordo com as respectivas assessorias de imprensa, a partir do dia 15 os panfletos e adesivos começarão a ser distribuídos.

Enquanto isso, os candidatos priorizam as caminhadas e o corpo a corpo por pontos de aglomeração, como os mercados públicos de Fortaleza e o centro de pequenas cidades do interior.

Pela manhã, Lúcio Alcântara tomou café com tapioca com os feirantes do Mercado São Sebastião e criticou o adversário Cid Gomes. Afirmou que o governo do socialista "foi um fracasso".

Cid Gomes, que visitou o Centro de Turismo, não rebateu as críticas. O tucano Marcos Cals foi ao Beco da Poeira, uma espécie de camelódromo, no centro.

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