Lufthansa diz que clima no momento do acidente não era ruim

Avião da companhia estava perto da área onde voo 447 desapareceu e não confirma condições ruins

Gabriel Bueno, Agência Estado

04 de junho de 2009 | 12h53

Um dos aviões da companhia aérea alemã Lufthansa, que estava perto da área onde o Airbus da Air France desapareceu, na noite de domingo, afirmou que não havia condições meteorológicas ruins no momento do acidente. A informação foi divulgada pela rede britânica BBC, nesta quinta-feira, citando a empresa alemã. O voo 447 da companhia francesa desapareceu no trajeto Rio-Paris com 228 pessoas a bordo.

 

Veja também:

lista Todas as notícias sobre o Voo 447

lista Voo 447: Veja os nomes de todas as nacionalidades; são 102

lista Air France divulga lista de brasileiros no Voo 447

mais imagens Galeria de fotos: buscas do Voo 447

mais imagens Galeria de fotos: homenagem às vítimas

blog Blog: histórias de quem quase embarcou

especial Conheça o Airbus A330 desaparecido no trajeto Rio-Paris  

blog Acompanhe a cobertura pelo blog Tempo Real

especialCronologia das tragédias da aviação brasileira

especial Cronologia dos piores acidentes aéreos dos últimos dez anos

video Entenda a operação que localizou destroços

video TV Estadão: Especialista fala sobre o acidente

linkApenas 4 minutos da 1ª pane até a queda
linkAirbus voava em velocidade 'errada' e teria se 'desintegrado'

linkPiloto viu clarão na rota do Voo 447, informa jornal espanhol

 

O relato da Lufthansa diverge de outras informações divulgadas anteriormente por meteorologistas. Na segunda-feira, o professor de Engenharia Aeronáutica da USP em São Carlos (SP), James Waterhouse, apontou em entrevista à Agência Estado que o mau tempo deve ter sido o responsável pelo desaparecimento do Airbus.

 

Segundo o professor, os problemas meteorológicos podem ter provocado falhas estruturais na aeronave, a ponto de desestabilizá-la. "A região onde o avião fez sua última comunicação apresentava uma área de turbulências violentas e até eventualmente formação de granizo. Nessa região por onde o avião passou havia diversas nuvens e em cada uma delas o potencial de energia era tão grande quanto uma pequena bomba atômica, um pouco menor do que a que destruiu Hiroshima", afirmou então o pesquisador.

 

Nesta quinta-feira, a Air France informou que mais escombros do avião foram encontrados. O voo 447 levava 228 pessoas e seguiria do Rio de Janeiro até Paris, porém, desapareceu no Oceano Atlântico. A investigação do acidente é realizada por investigadores franceses.

 

Em seu site na internet, o jornal francês Le Monde afirmou, citando fontes ligadas à investigação, que o avião estava na velocidade "errada", o que teria em parte sido responsável pelo acidente. Não foi informado se esta seria acima ou abaixo do recomendado.

 

Já o Le Figaro relata, em seu site, que os especialistas notaram que os destroços do avião estão aparecendo em uma região muito dispersa, até a mais de 300 quilômetros de distância uns dos outros. Por isso, segundo essas fontes, os especialistas trabalham com a hipótese de que a aeronave tenha se desintegrado ainda em uma elevada altitude. O Figaro aponta que isso pode ter ocorrido pela zona de convergência intertropical pela qual a aeronave passou, ou mesmo por um atentado terrorista.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.