Luiz Henrique renuncia ao governo de SC para disputar reeleição

O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), renunciou na tarde desta quinta-feira ao cargo para se dedicar exclusivamente à campanha pela reeleição. Em cerimônia realizada na Assembléia Legislativa, em Florianópolis, Luiz Henrique passou o cargo para o vice-governador Eduardo Moreira (PMDB). "Reeleição sem desincompatibilização é uma excrescência", afirmou Luiz Henrique, que antes de optar pela renúncia, já havia se licenciado do governo catarinense durante a pré-campanha.Ao entregar o comando do Estado para Moreira, Luiz Henrique destacou que quando um governante disputa a reeleição estando no cargo, tem em mãos "um privilégio inaceitável". Ele listou que além de deter o poder que o cargo oferece, um governante candidato tem vantagens ao aparecer mais na mídia, além de dispor de dinheiro e equipamento públicos. "É impossível separar candidato de governante", sustentou.Logo mais, ele recebe em Florianópolis o candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, que optou por estrear oficialmente sua campanha na capital catarinense. No Estado, PSDB, PFL, PMDB e PPS formaram uma aliança em torno da candidatura de Luiz Henrique. O postulante a vice é o senador Leonel Pavan (PSDB), e o candidato ao Senado da coligação "Todos por Santa Catarina" é o pefelista Raimundo Colombo.Questionado se deveria dar explicações à sociedade por estar se aliando ao PFL do senador Jorge Bornhausen (SC), seu rival no passado, Luiz Henrique afirmou que a aliança é auto-explicativa. "O PFL nos deu apoio desde o primeiro mês de nosso governo. O PSDB e o PPS também estiveram conosco". No passado, Luiz Henrique chegou a chamar Bornhausen de "senador oligárquico" por diversas vezes. "Bornhausen não é o candidato (do PFL na coligação). O candidato é Raimundo Colombo", insistiu.O peemedebista também comentou a diferença do cenário da eleição deste ano para a disputa presidencial de 2002, quando o PMDB apoiou o petista Luiz Inácio Lula da Silva. "Infelizmente, o PT de Santa Catarina foi oposição ao meu governo. Eu apoiei o presidente Lula no segundo turno, assim como o PMDB, espontaneamente", comentou. Sobre Alckmin, seu mais novo aliado, o peemedebista destacou que ele e o tucano sempre tiveram boa relação. "Geraldo é meu amigo, meu irmão. Sempre fomos muito íntimos, desde o tempo do velho MDB", finalizou.

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