Lula adia decisão sobre presença do Exército no Rio

Terminou em impasse nesta quarta-feira à noite a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros da Casa Civil, José Dirceu, da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e da Defesa, José Viegas, para discutir a permanência das Forças Armadas no Rio.A resistência dos militares e do Ministério da Justiça em manter as tropas nas ruas, principalmente após a morte do professor de inglês Frederico Branco de Faria, adiou a decisão para esta quinta, quando nova reunião será realizada, em Brasília. Enquanto isso, os soldados do Exército permanecem nas ruas.O presidente, que defendeu o apoio das Forças Armadas para garantir a segurança durante o carnaval, nesta quarta estava reticente. Defensor da idéia, o ministro José Dirceu, que esteve à frente das negociações durante todo o processo, acha que os militares devem permanecer nas ruas.No início da tarde desta quarta, Dirceu deu sinais de que o pedido da governadora Rosinha Matheus (PSB), de que os militares ficassem mais 30 dias no Rio, seria atendido. O ministro salientou que o presidente havia assumido um compromisso com o governo e a população do Rio.A reunião com Lula foi precedida de outra entre os ministros Dirceu, Viegas e Thomaz Bastos. Só às 20h10 eles seguiram para o gabinete presidencial, de onde saíram às 21h15, assim que teve início o jogo entre Corinthians e Palmeiras.Mais tarde, a assessoria do Planalto informou que a reunião não foi conclusiva e prosseguiria nesta quinta. Antes de mandar o Exército para o Rio, Lula fez questão de convocar os comandantes militares para uma conversa. Naquela ocasião, os chefes militares expuseram ao presidente os riscos da operação.Embora Lula tenha considerado necessário o uso do Exército, ele já havia manifestado sua apreensão com o risco de morte de inocentes. Agora, o episódio poderá levar o governo a apressar a preparação de um plano nacional de segurança pública.Veja o especial:

Agencia Estado,

05 de março de 2003 | 22h55

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