Lula atrasa início do comício

Presidente e comitiva trocaram helicóptero por carro, provocando congestionamento na região

Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2010 | 00h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o último a entrar no palco de Osasco, tradicional reduto petista, ontem à noite e o único a ganhar mais aplausos que Netinho de Paula (PC do B-SP), candidato ao Senado. Lula foi apresentado como "o filho da dona Lindu" e Netinho como "o garoto que veio da Cohab de Carapicuíba para o mundo", "o homem do gueto".

O comício começou com aproximadamente uma hora de atraso. Lula tinha autorização para pousar de helicóptero num estádio de futebol ao lado do evento, mas, por ser municipal, Dilma Rousseff e os demais aliados não poderiam usá-lo para não configurar uso da máquina pública.

Por conta disso, vieram todos de carro, o que provocou o atraso, com o trânsito intenso. O prefeito de Osasco, Emídio de Souza, é coordenador da campanha de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo.

Vestida de vermelho, a primeira-dama, Marisa Letícia, encarnava uma militante petista ao lado de Dilma, de blusa azul claro. A candidata ao Senado, Marta Suplicy (PT), também de jaqueta vermelha, era uma das mais animadas. Também estavam presentes os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Franklin Martins (Comunicação Social).

Imiscuído num reduto petista, o candidato a vice-presidente, Michel Temer (PMDB), quase não foi aplaudido, por não ser conhecido pela maior parte do eleitorado presente. O presidente nacional do Sebrae, Paulo Okamoto, teve a presença no palco anunciada com destaque pelo locutor.

Além de uma foto de Mercadante como cenário de fundo, ao lado do presidente Lula e dos candidatos ao Senado Marta Suplicy e Netinho de Paula, as imensas faixas que enfeitavam a frente do palco pediam votos para Dilma.

O jingle do candidato petista ao governo de São Paulo tampouco foi ouvido durante o comício. Apenas o locutor, que esquentava o público antes do início dos discursos, convocada o povo a votar em Mercadante, "porque São Paulo precisa mudar", dizia.

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