Lula coloca Marinha e Aeronáutica à disposição do governo do Rio

'A ajuda material que o governador e o prefeito precisarem, tudo isso está pronto e à disposição, mas me parece que não é o caso', afirmou presidente em visita a cidade

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S. Paulo

06 de abril de 2010 | 12h59

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na manhã desta terça-feira, 6, que a Marinha e a Aeronáutica estão à disposição para ajudar o governo do Estado e a prefeitura do Rio nas ações emergenciais de atendimento ás vítimas das chuvas. O presidente disse, no entanto, ter sido informado pelo governador Sérgio Cabral que não há necessidade imediata de ajuda material.

 

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"A ajuda material que o governador e o prefeito precisarem, tudo isso está pronto e à disposição, mas me parece que não é o caso. O que precisa é conscientização para evitar que as pessoas ocupem áreas de risco", afirmou o presidente ao deixar o hotel Copacabana Palace.

 

Lula disse que pretende incluir na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2) recursos para garantir um melhor sistema de drenagem na capital, "para ver se conseguimos, em 10 ou 15 anos, ter uma cidade menos sofrida do que temos hoje."

 

O presidente disse ter certeza de que não haverá grandes problemas no Rio de Janeiro durante a Copa do Mundo de 2014 e também na Olimpíada de 2016. "Quando acontece uma desgraça, acontece. Não chove todo dia, nem toda hora. Nem todo dia tem terremoto no Chile, nem no Haiti. Normalmente, os meses de junho e julho são mais tranquilos. O Rio de Janeiro está preparado para fazer a Olimpíada e a Copa com muita tranquilidade, as melhores que esse mundo já viu. não é por causa de uma catástrofe que a gente vai achar que vai acontecer todo ano, toda hora."

 

O presidente ressaltou, porém, que a quantidade de chuva tornou mais difícil o enfrentamento da situação. "Não existe ser humano no planeta Terra que consiga enfrentar uma mudança de clima como esta. Quando o homem lá em cima está nervoso e faz chover, só temos que pedir a Ele para parar a chuva no Rio de Janeiro e a gente poder tocar a vida na cidade."

 

O presidente disse que, depois dos temporais, aguardará um levantamento do prefeito Eduardo Paes e do governador Sérgio Cabral sobre as necessidades de recuperação das cidades mais atingidas. "Estaremos totalmente solidários em partilhar as soluções para este problema", afirmou Lula, reiterando o pedido para que moradores de áreas de risco deixem suas casas.

 

"Por favor, saia. Espere a chuva passar. Vá para a casa de um parente, procure a prefeitura. Só tem chance de brigar para melhorar sua vida se estiver vivo. Não fique arriscando, neste momento, porque não ajuda nada", apelou o presidente.

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