Lula continuará associando Alckmin a privatizações, diz líder petista na Câmara

A campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai insistir na afirmação de que seu adversário - o candidato da coligação PSDB-PFL, Geraldo Alckmin - vai privatizar a Petrobrás e o Banco do Brasil, informou nesta segunda-feira o líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS)."Não é terrorismo analisar. Se o governo dele vendeu parte do setor elétrico, vendeu a Vale do Rio Doce e a Telebrás, foi um governo privatizador. Vou medir as pessoas pelo programa que aplicaram", disse Fontana.O deputado enfatizou que, no programa de Fernando Henrique Cardoso, quando este era candidato à presidência da República, a privatização da Vale do Rio Doce não estava incluída, mas nem por isso deixou de ser feita quando ele exerceu o governo.Fontana afirmou ainda que a estratégia da campanha de Lula será a de deixar nítida a comparação entre o que fez Fernando Henrique e o que fez Lula. "Até o dia 29 (de outubro), todo mundo vai saber que ele (Alckmin) representa Fernando Henrique e vai fazer o mesmo governo do ex-presidente", afirmou Fontana.Ele deixou claro que o PT e a campanha de Lula continuarão a fazer associação entre Alckmin e a venda do patrimônio público. "Alckmin vai ter dificuldade em passar para a população (a idéia de) que vai lutar contra as privatizações. Quem vendeu a Vale por que não poderia vender a Petrobrás?", questionou o líder.Avaliação do debateO líder petista, ao fazer uma avaliação do debate de domingo à noite entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se saiu "muito bem", e Alckmin foi "muito agressivo"."Alckmin teve a cara-de-pau de jogar os sanguessugas no governo Lula. A máfia das ambulâncias surgiu no governo do PSDB e foi desmontada no governo Lula", afirmou o líder petista.O deputado disse ainda que o PT não deixará nada sem resposta. "Se o terreno for embarrado, temos chuteira de trava alta", afirmou. "É a maneira de dizer que todo mundo vai sujar o calção." Na avaliação do líder do PT, Lula teve, no debate, "serenidade e tranqüilidade" para responder a qualquer tema, e Alckmin foi "muito agressivo" e perdeu o controle "em alguns momentos".Fontana fez as declarações ao chegar para a reunião que a bancada do PT na Câmara terá daqui a pouco com o coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia. Nessa reunião, segundo o líder, os deputados vão apresentar sugestões para a campanha de Lula em seus Estados.

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