Lula defende indenização para famílias de mortos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu ontem o pagamento de indenização para as famílias dos rapazes mortos. "O que nós precisamos agora é trabalhar para fazer Justiça. Acho que o Estado tem de fazer uma reparação àquelas famílias e dar continuidade às obras, que são para melhorar as condições de moradia das pessoas", disse Lula.O presidente não explicou, porém, que tipo de indenização será paga. A proposta seguiria os moldes do que se concedeu às famílias dos auditores fiscais do trabalho e do motorista da Delegacia Regional do Trabalho de Minas assassinados em janeiro de 2004, em Unaí. Eles foram mortos enquanto apuravam denúncias de trabalho escravo em fazendas. Conforme lei encaminhada pelo Executivo, cada família recebeu R$ 200 mil de indenização. NOVO GRUPAMENTONa segunda-feira, Lula, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o governador do Rio, Sérgio Cabral, durante visita do presidente à cidade, discutirão as formas que podem ser encontradas para se tentar acabar com o que o Planalto qualifica de "guetos" existentes na cidade, particularmente nas favelas. Ali ninguém entra, nem o poder público. Grande parte dos morros do Rio, hoje, é considerada área de domínio do tráfico ou das milícias. Numa reunião ontem de Lula com o ministro Nelson Jobim, chegou-se a falar na criação ou na ampliação de uma força especial, que não seria do Exército, mas da Polícia Militar, nos moldes do Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (GPAE) da PM carioca - uma unidade especializada de combate ao crime em áreas especiais e de difícil acesso. Esse novo destacamento poderia combater diretamente a criminalidade nos morros.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.