Lula destaca educação como prioridade para desenvolvimento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou, durante comemoração do Dia do Professor, a educação como condição prioritária para levar o Brasil à categoria de país desenvolvido. Em discurso hoje para uma platéia de cerca de 50 professores em um evento programado pelo comitê de campanha para a sua reeleição, Lula disse esperar ver o dia em que a educação será prioridade no País. "Que Deus permita que a gente viva para ver a educação ser definitivamente prioridade, prioridade e prioridade do nosso País", afirmou.O encontro com os professores, marcado para ser uma homenagem do presidente aos educadores, foi um ato de apoio à sua reeleição e cheio de críticas dos participantes ao governo tucano e ao adversário de Lula na disputa eleitoral, Geraldo Alckmin (PSDB).Em dois discursos no evento, Lula defendeu a prioridade na educação e fez promessas para a área, caso seja reeleito para um novo mandato: colocar mais 300 mil estudantes nas universidades por meio do PróUni (programa de bolsas em universidades particulares) e instalar extensões universitárias e escolas técnicas em cada cidade-pólo do País para que os alunos estudem próximo de suas casas, ações referentes ao ensino superior, apesar de a platéia ser formada por professores de ensinos fundamental e médio.O presidente, no entanto, disse que a aprovação do Fundeb (a espera de votação no Congresso) vai permitir o piso salarial nacional para os professores e previu que, em breve, todos os professores poderão ter o seu próprio computador portátil.MetasLula também falou de programas de seu governo citando o aumento do período escolar de oito para nove anos e a realização de olimpíadas de matemática e o envio ao Congresso do projeto do Fundeb. Afirmou, no entanto, que a revolução na educação não se faz do dia para a noite, mas que ela será sentida daqui a 10, 15 e 20 anos. "Eu tenho certeza que com o que estamos pensando para a educação os nossos filhos, os nosso netos viverão em um Brasil muito mais justo de oportunidades do que o que nós temos até agora", disse."Acabou o tempo em que o Brasil era governado para um terço da sua população. Ele tem de ser governado para todos. Eu sei que tem gente que não gosta que a gente olhe para os índios, eu sei que tem gente que não gosta que a gente olhe para os negros, eu sei que tem gente que não gosta que a gente olhe para os pobres", discursou Lula. "Tem sempre gente achando que do jeito que está, está bom e que, se a gente for dar para todos, vai tirar um pouco deles. Aqui ninguém quer tirar de ninguém. O que nós queremos é partilhar corretamente o pão de cada dia e o resultado do trabalho de cada dia´, disse.DepoimentosOs professores que participaram do evento foram convidados pela campanha de Lula com a ajuda da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação (CNTE). Alguns professores deram depoimentos no encontro. Olga Cristina da Rocha, professora de educação infantil do Distrito Federal, disse ter orgulho de ser professora em um governo que "privilegia a igualdade de oportunidade". Ela criticou o adversário de Lula afirmando que ele a constrangeu em seu programa eleitoral veiculado em homenagem ao dia do professor."O outro candidato disse que professor bom é professor bem treinado. Olha gente, treinamento é uma palavra que a gente não usa nem mais para trabalhar com animal. Isso demonstra claramente a visão de educação que o outro lado, que o outro partido, que o outro candidato tem", disse."Essas políticas agora implementadas foram preteridas nos governos dos doutores e só agora no governo do presidente operário elas são implementadas. O professor bom é o professor que constrói a educação, que participa e que ele constrói ao ponto de poder optar pela ideologia pedagógica, pela prática pedagógica, pela filosofia pedagógica que mais se adequa à realidade dele", completou.O professor de ensino fundamental e médio do Estado de São Paulo, Ricardo Pinto, reclamou das condições precárias da rede estadual de ensino. "Vamos para 16 anos de governo do PSDB e estamos sendo massacrados", disse.

Agencia Estado,

15 de outubro de 2006 | 15h22

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