Lula diz a médico que descerá a rampa ao lado de Alencar

O vice-presidente José Alencar está respondendo bem ao pós-operatório da cirurgia à qual foi submetido no sábado, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para correção de obstrução intestinal. Segundo a equipe médica, Alencar deve continuar no hospital por pelo menos mais uma semana. "Se tudo correr bem, ele poderá sair entre sete e dez dias, mas a internação pode ser estendida", prevê o médico Roberto Kalil Filho.

Rodrigo Petry AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

29 Novembro 2010 | 00h00

Em coletiva, ontem pela manhã, Kalil disse que telefonou para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dar detalhes sobre a cirurgia. Segundo ele, Lula afirmou que quer que Alencar esteja ao seu lado "descendo a rampa" do Palácio do Planalto na cerimônia de transmissão de posse, em janeiro, para a presidente eleita Dilma Rousseff. O médico destacou ainda que Alencar tem recebido visitas de filhos, irmãos e da esposa.

De acordo com o médico, Alencar ficará na UTI e deverá ser encaminhado para a unidade semi-intensiva em dois dias. Segundo a equipe médica, o vice-presidente, que luta contra um câncer na região do abdome há 13 anos, só deve retomar as sessões de quimioterapia em dez dias.

O início da entrevista coletiva com a imprensa, marcado para as 10h30 de ontem, atrasou meia hora porque, conforme explicou Kalil, ele e Alencar ficaram "batendo papo".

Risco. Após o término da cirurgia, explicou Kalil, Alencar, de 79 anos, sofreu uma queda de pressão arterial e arritmia cardíaca de pequeno risco, o que, segundo o médico, é comum em pacientes na idade dele. Kalil disse ainda que isso foi superado e que Alencar está "estável e sem risco". Foram retirados três nódulos do intestino. Segundo os médicos, não foram retirados todos os nódulos existentes, porque este não era o objetivo da intervenção. "A cirurgia se limitou a um procedimento mais pontual, no que foi bem-sucedida", disse Kalil.

O médico Paulo Hoff destacou ainda que os medicamentos que Alencar está tomando no pós-operatório podem trazer riscos cardíacos. A equipe médica disse que vai tentar reduzir os riscos, mas acrescentou que não há como eliminá-los.

Esta foi a 16.ª cirurgia à qual o vice-presidente se submeteu. A operação, com duração de cinco horas, foi conduzida ontem pelos médicos Raul Cutait e Ademar Lopes.

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