Lula diz que Alckmin se comportou como um delegado no debate

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira, que seu adversário, o candidato da coligação PSDB-PFL, Geraldo Alckmin, atuou, no debate de domingo à noite, na TV Bandeirantes, como "um delegado". Em discurso para 30 cantores de música gospel, que foram ao Palácio da Alvorada transmitir apoio à sua candidatura à reeleição, Lula disse que Alckmin "foi arrogante, pedante e ficou com o nariz em pé.""Ontem, foi um dos dias mais tristes para mim e para a minha mulher. Já debati com Ulysses Guimarães, Aureliano Chaves, Jânio Quadros, Garotinho, José Serra e Franco Montoro. Mas eles tinham um nível no debate", afirmou. "Ontem, pensei que não estava na frente de um candidato, mas de um delegado de porta de cadeia", acrescentou.Lula também afirmou que o povo não quer um candidato que xingue, e sim um que vá melhorar a vida dele. "Lamentavelmente, não foi isso que aconteceu." O presidente disse que o debate deixou bem claro que os dois candidatos têm projetos diferentes - o dele, Lula, representa os anseios da maioria da população, e o de Alckmin, os interesses de um grupo que manda no País desde Pedro Álvares Cabral. Lula disse que espera pelos próximos debates, mas que haja uma "evolução" por parte de Alckmin.O presidente acrescentou que seus "adversários não querem discutir políticas econômica e social. O cidadão (Alckmin) é samba de uma nota só. Ele pegou notas de jornal e transformou no programa dele. Eu, possivelmente, seja o único político que governou este país que tem autoridade para falar de corrupção", disse."Então, é aquela velha sanfona quebrada, que só faz o mesmo som, e é o que eles estão fazendo durante a campanha inteira. Mesmo som, mesma sanfona, mesma arrogância, que o povo brasileiro está descobrindo.""É fácil não sair corrupção no jornal. É só colocar (a denúncia) na gaveta ou debaixo do sofá. Tem muita gente que deixou a poeira acumulada lá. Eu coloquei a Polícia Federal para funcionar."Lula acrescentou que a diferença entre ele e os políticos do PSDB é que, no atual governo, as investigações vão a fundo. "Quanto mais companheiro ou amigo for (o envolvido em corrupção), mais tem que se apurar. Companheiros e amigos não podem fazer coisa errada."Matéria ampliada às 17h27

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